Netizen


Um idiota cria um herói

Não sei se Vanderlei chegaria em 1o lugar na maratona, apesar de ter torcido para isso.
Acho mesmo que seria difícil, já que o italiano e o estadunidense claramente diminuiam a diferença que os separava do brasileiro que era líder da prova.
Mas aquele idiota irlandês, se tirou o ouro ou a prata de Vanderlei, criou um herói.
E foi fantástico, pela primeira vez na história das Olimpíadas, ver a bandeira brasileira subir no pavilhão na cerimônia de encerramento dos jogos de Atenas 2004.
Sei que o nosso hino não foi executado; Pode ser que, se não fosse o imbecil irlandês. o nosso hino fosse tocado para todo o mundo ouvir.
Mas no coração de cada um de nós, o nosso hino foi cantado, por conta de um herói nacional.
E é herói porque para ser vencedor, nesse país, tem que ser assim mesmo: tem que lutar contra tudo e contra todos, tem que superar obstáculos que não existem para outras atletas, tem que "matar um leão a cada dia".
No Brasil dos esportes, vida mansa mesmo á para cartola e ministro.



Escrito por Simão Pedro às 08h22
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Um herói para completar as conquistas

Um idiota irlandês, um imbecil daquele que se diz 1o. Mundo, nos deu um herói hoje. E justo na maratona, prova criada para homenagear o que talvez seja o maior herói grego.
Vanderlei Cordeiro de Lima, vítima de uma agressão que o mundo esportivo não esquecerá [enquanto certamente ninguém se lembrará o nome do italiano que ganhou a maratona hoje], torna-se nosso grande herói, num país que anda meio carente de heróis.
Nunca um bronze valeu tanto ouro como esse.
Vanderlei resgatou a equipe de atletismo do Brasil; nenhuma medalha até então, um vexame depois de Sidney 2000.
Mas principalmente Vanderlei mostrou para o mundo que um filho dessa terra amada chamada Brasil jamais foge à luta.

 



Escrito por Simão Pedro às 18h02
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Verde, azul e amarelo-ouro

Brasil 3 X 1.
O ouro vem para cá, trazido pelo melhor time do vôlei do mundo.
Meu sonho aconteceu, agora é realidade.
E as lágrimas são de alegria.

É isso aí.

A imagem, bela montagem, é do UOL



Escrito por Simão Pedro às 10h39
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Momento de sofrer

Daqui a pouco o vôlei masculino do nosso Brasil estará em quadra disputando a medalha de ouro das Olimpíadas.
Aquele que é, com certeza, o melhor time de vôlei da atualidade, vai enfrentar de novo os italianos.
Ganhamos deles na final da LInga Mundial, lá mesmo em Roma. Fizemos com eles o principal duelo do vôlei masculino nessas Olimpíada; foi um teste para as coronárias aquele 3 x 2. Há um ano e dois meses que eles não ganham do nosso time; são seis vitórias nossas.
Por tudo isso, é natural esperar o ouro, um ouro que pode nos colocar acima do Canadá no ranking de medalhas, uma nova medalha verde-amarelo-ouro, que vai significar nosso recorde em Olimpíadas.
Sei que é importante lembrar que nunca uma Olimpíada viu tantos favoritos voltarem para casa sem medalha que, parecia, era só ir lá, colocar no pescoço e sair para o abraço. Nunca tantos favoritos foram derrubados e não abraçaram Nike, a deusa.
Mas agora é esperar que Nike sorria para o Brasil, 12 anos depois de Barcelona.
E que as lágrimas que virão - sim, porque eles sempre vêm nessa hora, qualquer que seja o resultado - sejam as da alegria, por uma conquista merecida.
Sonhei que o Brasil ganhou. No sonho não vi o placar, só o resultado. Eu via a seleção brasileira entrando  na quadra para receber a medalha. Foi apenas isso o que vi no sonho. Não sei se foi fácil ganhar ou se foi um jogo sofrido como o último 3 X 2.
Acho que nos últimos tempos jamais torci tanto para um sonho virar realidade.



Escrito por Simão Pedro às 08h21
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Show de seminário, aula magistral

No dia 26/8 tivemos uma aula magistral com Maria Cândida Moraes, da PUC/SP, a mulher que criou o EduCom, o Formar, o ProInfo; a mulher que fez a informática acontecer na escola pública brasileira.
Eu trouxe Maria Cândida a BH para participar da banca da defesa de dissertação de um dos meus orientandos, Jorge Schulman, que teve o título "Formação com/entre pares para o uso de tecnologias digitais na educação: a relação entre professores e multiplicadores no Pronfo de uma escola pública municipal de Belo Horizonte"  [http://www1.sistemas.pucminas.br/BDP/SilverStream/Pages/pg_ConsItemEmProcesso.html], e aproveitamos sua presença para um seminário sobre o paradigma educacional emergente. E tivemos um show de Maria Cândida.

Maria Cândida é autora de vários livros, dos quais destaco especialmente dois: "O Paradigma Educacional Emergente", editado pela Papirus, [http://www.papirus.com.br/pesquisar/frame2.cfm?prod_ID=117&addr=detalhes.cfm?prod_ID=117] e Educar na Biologia do Amor e da Solidariedade", editado pela Vozes [http://sa.compuland.com.br/vozes/detalhes1.php?ISBN=8532628826&Dir=1]
Uma das falas na aula magistral: "Quem educa, também aprende, também se transforma no próprio ato de educar, na relação que se estabelece entre professor e aluno. O aprendiz, por sua vez, ao aprender, também educa, com base na unidualidade existente na relação educador-educando e educando-educador. Ao falar do educador, reconhecemos sua posição de educando e viceversa."
Como sempre digo, ou há transformação a partir do ato educativo, ou não houve educação.

Depois repasso mais alguns detalhes das falas da Ma. Cândida e procurarei disponibilizar na WWW a apresentação que ela usou. Ela tratou de um paradigma que emerge na educação, um paradigma que fala em cooperação, contextualizaçao, autopoiéses, afetividade e muita coisa que anda meio esquecida pela escola ou ainda não chegou lá.

No seminário, Ma. Cândida falou de uma paradigma que, acontecendo de fato na escola, fará com que a educação se transforme.

Para ter uma idéia de temas tratados no seminário, vale a pena ler "Tecendo a rede, mas com que paradigmar?"  [http://www.nied.unicamp.br/oea/pub/livro3/Cap1_mcandida.zip], o capítulo 1 de “Educação a distância: Fundamentos e práticas”, livro organizado por Maria Cândida Moraes  e editado pela OEA.



Escrito por Simão Pedro às 07h04
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Caindo pelas tabelas

Na disputa do bronze no vôlei feminino, deu Cuba. O Brasil disse adeus às medalhas. A equipe que seria ouro, não fois equer bronze. E olhe que estávamos viciados em bronze no vôlei feminino.
É interessante ver o que aconteceu com as meninas que, pensava meio mundo, deveriam ganhar o ouro olímpico.
Na quinta, após fazerem 2 sets a 0 na Rússia e terem chegado a 24 x 20 no 4o set, depois de 7 chances de fechar o jogo, elas perderam talvez o jogo mais ganho da históriado nosso vôlei. E minha mãe ainda diz que 7 é conta de mentiroso.
Pois é, elas perderam e se perderam. Abatida, a seleção foi batida ontem por Cuba, as que são descritas como nossas maiores rivais.
O jogo de 5a mostrou que nossas maiores rivais no vôlei feminino foram as nossas próprias "musas"; elas perderam para suas próprias cabeças.
As "musas" chegaram em Atenas badaladas, com toda a preparação para ganhar. E Nike [a deusa mesmo, não o tênis] nos sorriu no dia 26/8. E talvez porque ficamos com raiva dela, ela resolveu não nos sorrir ontem. Os deuses gregos têm muito dos humanos: sentem raiva, fazem pirraça.
E que essas derrotas em Atenas sejam lição "de ouro" para Pequim 2008. Que as nossas meninas se preparem, com muito afinco, para o passe, o serviço, as cortadas e a recepção. Mas que se preparem também para a decepção. Pois para perder, basta apenas competir.


 

 



Escrito por Simão Pedro às 06h52
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