Vitórias e derrotas
Não basta ser pai, tem que participar. Não é assim que nos ensina a "filosofia gelolniana"? Ontem, pleno domingo, depois do almoço, apesar de muito trabalho de alunos para corrigir, tive que assistir a um torneio de escolinhas de basquete. Meu filho, Guilherme, aluno da escola do Minas Tênis Clube, tinha que estar participando. Foi interessante ver tantos meninos e meninas disputando partidas para as quais não havia sequer placar. É claro que quem estava de fora, sabia os resultados. Mas os participantes, não. O que de fato importava, era participar. E era grande a garotada, alunos de escolinhas de basquete mantidas por clubes, por colégios que são freqüentados por classes sociais mais privilegiadas. Mas achei bacana a presença de muitas escolas públicas.
Foi legal ver essa garotada disputando as partidas, sem ranços e sem vícios, com o maior entusiasmo. E me lembrei de uma frase, sem lembrar de seu autor. "O ruim das vitórias é que elas não duram para sempre. O bom das derrotas é que elas não duram para sempre". Espero que essa meninada cresça no esporte com o espírito de que sempre estarão buscando as vitórias. Mas que elas nem sempre virão e isso não mudará suas vidas, do mesmo jeito que as vitórias não o farão. E, ao final da tarde ontem, todos ganharam suas medalhas. E, imagino, as levaram para a casa com muito orgulho. Competiram sem ser desleais, foram companheiros apesar de adversários.
Escrito por Simão Pedro às 10h45
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