A dor de estar num lugar onde não deveria estar
Em 25 de agosto passado, escrevi nesse blog:
"Amanhã as meninas do Brasil poderão ganhar a medalha de ouro do futebol olímpico, coisa que os nossos marmanjos jamais fizeram. Ouvi dizer que a maioria dessas jogadoras está sem clube. Me lembrei então do Galo, clube sem jogadores. E pensei: Por que não contratar algumas dessas meninas, que na pior da hipóteses serão as segundas melhores do mundo, para formar o novo time do Galo? Junta-se jogadora sem clube com clube sem jogador. E isso pode dar samba - so não pode dar chorinho, bem brasileiriinho."
Se o Ricardo Guimarâes, presidente do Galo, tivesse lido meu blog, talvez agora o Galo não estivesse tão perto da série B. E como é duro ver um clube com a tradição que tem o Atlético, o 1o campeão brasileiro, tão por baixo como agora. No campeonato do ano passado estivemos entre os TopTen. E isso foi sem time, sem dinheiro, sem diretoria. Mas o resultado dessa posição vitoriosa acabou revertendo contra nós: acharam que aquilo bastava, que dava para ser campenão em 2004, ou pelo menos para não fazer feio. E o resultado está aí. Será duro ter que ouvir gozação de cruzeirense,a aqueles mesmos que há pouco tempo correram o risco de rebaixamento. Eles agor tripudiarão por cima do "cadáver" que agora querem sepultar, mas que não ajudaram a "matar". Contra o Cruzeiro, campeão brasileiro, fizemos 6 dos nosso até agora 47 pontos, tivemos 2 das nossas magras 10 vitórias. Aliás, se todos os adversários do Galo no campeonato brasileiro fossem fáceis como foi o Cruzeiro, estaríamos em 1o lugar. O pior de tudo, pior que é a gozação, como a do patrocínio da Skol, é saber que jogaram o Galo num lugar que não é dele. Isso dói, dói muito. Amanhã, jogadores, técnicos e diretores que realizaram essa "façanha" estarão longe daqui. Quem vai para a Série B, para a Segundona, é o clube e junto com ele a torcida. Mas se a sina é essa, paciência. Quem não for atleticano de verdade, que corra agora. Pois aqueles que aprenderam a amar esse clube, como eu, estarão com ele onde ele estiver. E é importante lembrar, principalmente para aqueles que se deliciam com essa quase certa rebaixada: o futebol de Minas cai junto. Rir dessa queda é como aquele riso do palhaço quando o circo pega fogo. Em breve, nem circo haverá.
Escrito por Simão Pedro às 17h49
[ envie esta mensagem ]
|
Defesa e liberdade

Como se diz, existe um tempo para pantar, outro para colher. Para orientador de PG, colher significa "ficar livre" de orientando. Hoje "fiquei livre" da Simone Tepedino. Sua dissertação versou sobre autoformação docente para uso de tecnologias digitais. Na banca, Heitor Garcia de Carvalho, do CEFET, e Wolney Lobato, da PUC. Em breve o resumo estará disponível na Biblioteca Virtual da PUC Minas.
Escrito por Simão Pedro às 18h38
[ envie esta mensagem ]
|
Professor e aluno
"O professor é o dono de um saber inacabado e o aluno de uma ignorância transitória."
Maurício Tragtenberg (1929-1998), citado no livro "Filosofia e ensino de Ciências, uma convergência necessária", de Adolfo Ricardo Calor e Charles Morphy Dias dos Santos.
Para conhecer um pouco de Maurício Tragtenberg, vale a pena ler "A Delinqüência Acadêmica" que está disponível em http://www.espacoacademico.com.br/014/14mtrag1990.htm
Escrito por Simão Pedro às 09h04
[ envie esta mensagem ]
|