 |
|
|
25 de dezembro, dia de Natal
Hoje, como diz o Zé Simão, na Folha de SP, é dia de comer o que sobrou da ceia de ontem. [http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2512200403.htm]
É que Natal é tudo igual: o peru da sogra, a maionese da tia, o tender da cunhada, o primo alcoólatra, o choro das crianças que caíram do patinete e a troca de CDs com os cunhados. Aí no dia seguinte você vai almoçar com a mesma família da noite anterior e come o peru da sogra, a maionese da tia e o tender da cunhada. E ainda leva pra casa uma Tupperware com rabanada!
Eu não tenho sogra, mas ontem teve o chester da cunhada. Chester me lembra Gisele Bündchemn: como diz o Zé Simão, é peito com osso.
Escrito por Simão Pedro às 18h37
[ envie esta mensagem ]
|
Noite de Natal
Hoje é dia de celebrar a chegada do Menino Deus. Mas como diz o meu vizinho, Érico, é um dos dias que mais gente chega ao João XXIII para atendimento por facadas, tiros etc. Segundo ele, para as ceias natalinas se reunem as famílias e então bebida e faca se tornam ingredientes perigosos quando se colocam em prova as relações familiares. Brigas entre irmãos, com cunhados e até com convidados produzem gente para atendimento no politraumatismo.
Escrito por Simão Pedro às 19h03
[ envie esta mensagem ]
|
Recepção. Dia de boca livre
O dia de ontem terminou hoje, por volta de 2 da madrugada. Era hora de voltar da recepção do casamento de Camila. É como falo: depois de casamento, os convidados podem ter recepção ou decepção. Sabemos que decepção pode acontecer depois, para os noivos. Mas no casamento de Camila, foi recepção, das boas. Mesa farta e muita, muita gente que não teve tempo para ir à Igreja, mas arrumou um jeitinho de ir à festa. Tem é muita gente cara-de-pau nessa terra.
Escrito por Simão Pedro às 13h27
[ envie esta mensagem ]
|
Dia de ser padrinho, again ....
Há poucos dias fui padrinho de batismo de uma sobrinha, Camila. Ela optou por se batizar para poder casar-se no religioso. O batizado estava marcado, mas ela não tinha padrinhos.
Dois dias antes do batizado, por enorme coincidência eu e Preta chegamos a Maceió, eu a trabalho, minha mulher a passeio. Viramos padrinhos. E conhecemos o noivo. Hoje, aqui em BH, de novo somos padrinhos. Agora de casamento, desta vez do noivo. A igreja? A de Santo Antonio. Será que foi promessa? Não sei, mas bem que sou capaz de apostar que sim.
E lá fomos nós, a caráter, para "enforcar" mais dois.
Escrito por Simão Pedro às 16h26
[ envie esta mensagem ]
|
País da impunidade?
E tem gente que acha que o Brasil é o país da impunidade. Pode até ter sido, mas no governo Lula isso mudou. É só ver matéria no jornal Folha de SP de hoje [http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2112200408.htm]. É tal história: se tem uma coisa que funciona nesse país - e nos dá orgulho - é a Polícia Federal. Mas veja o que acontece quando ele funciona, ou porque ela funciona.
NA RINHA
Policial disse que não viu isso "nem no regime militar'; polícia afirma que afastamento não tem relação com prisão do publicitário
PF do Rio afasta delegado que prendeu Duda
SERGIO TORRES DA SUCURSAL DO RIO
Responsável pela prisão e pelo indiciamento do publicitário Duda Mendonça, marqueteiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o delegado Antônio Carlos Rayol foi afastado ontem do comando da Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Meio Ambiente da Polícia Federal do Rio. Rayol, 48, não foi informado do afastamento por seus superiores. Soube por colegas, que leram a decisão da superintendência estadual no boletim interno da PF. "Fui surpreendido. Estou há 27 anos na Polícia Federal. Nunca tinha visto isso. Nem no regime militar. É um absurdo", disse Rayol. O delegado comandou, dez dias antes do segundo turno das eleições deste ano, a ação da delegacia que resultou na prisão de Duda em um clube clandestino onde se disputavam brigas de galos. À época, Duda trabalhava na campanha de Marta Suplicy (PT) à reeleição em São Paulo. Ela foi derrotada por José Serra (PSDB). Em novembro, dois auxiliares de Rayol, os agentes Luiz Amado e Marcelo Guimarães, tinham sido transferidos para repartições da PF em cidades no norte do Estado (Campos e Macaé). Os dois participaram da operação que resultou na prisão do marqueteiro. No clube, localizado na zona oeste carioca, havia cerca de 200 apostadores. Duda, o vereador Jorge Babu (expulso do PT após o episódio) e mais quatro acusados de liderar as apostas e administrar o empreendimento foram indiciados no inquérito da PF. Na semana passada, o juiz da 26ª Vara Criminal, Joel Pereira dos Santos, aceitou receber a denúncia do Ministério Público Estadual contra os seis acusados. Duda deve depor no dia 14 de março de 2005. Os seis são processados sob a acusação de formação de quadrilha, maus-tratos a animais e apologia ao crime. A pena máxima pode chegar a sete anos e meio. À Folha, Rayol preferiu não vincular seu afastamento ao trabalho realizado na rinha de galos. "Não posso afirmar isso, mas é tudo muito estranho. Não há motivação nenhuma [para o afastamento]", afirmou ele. O superintendente da PF no Estado, José Milton Rodrigues, não deu entrevista sobre o afastamento de Rayol. A assessoria de imprensa do órgão informou que o delegado deixou o comando da Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Meio Ambiente por questões administrativas e que transferências são comuns na PF. Rayol não sabe para qual setor será deslocado. A PF disse que seu destino ainda não está decidido. Ele afirmou que pode tirar licença especial de nove meses, a que teria direito por tempo de serviço. "Nunca fiquei menos de dois anos em um cargo. Estava na delegacia havia quatro meses. Se forem me colocar na portaria anotando placa de carro, vou requerer a licença", disse o delegado.
Escrito por Simão Pedro às 20h44
[ envie esta mensagem ]
|
Salvo por um bom velhinho
O período das Festas se aproximava. Mas o povão estava triste. Uma grave ameaça pairava sobre toda uma nação, a nação alvinegra: a segundona ia se aproximando, rodada após rodada. E a torcida adversária já zoando. Um dia chegou o bom velhinho, voz desgastada, jeito manso. Para alguns já devia estar morto e enterrado. Muitos o viram como o único que toparia estar à frente de um clube que ia amargar a pior situação de uma vida quase centenária. Não chegou a peso de ouro; não foi incensado. Em sendo velhinho, chegou desacreditado. Afinal de contas, diziam uns, pensavam outros, era antiquado, defensor de padrões de jogo ultrapassados, nada adepto a fórmulas mirabolantes que parecem equações que salvam qualquer equipe do buraco ou garantem o título. Como todo bom velhinho, não gosta de palavrão: quem fala palavra de baixo calão toma bronca. Como bom velhinho, veio implantar ordem e principalmente profissionalismo. Não veio do frio, mas veio para tirar o Galo de uma fria, quase nas vésperas do dia do peru. E desacreditado, já que santo de casa não faz milagres, topou uma parada: garantir o Galo na série A do Brasileirão em 2005, quando a chance de ser rebaixado, segundo os matemáticos da Globo, era superior a 80%. E no dia 19 de dezembro a magia se fez realidade. Galo 3 X São Caetano 0. 53 pontos conquistados, que segundo os matemáticos da Globo era o mínimo para garantir a salvação [se bem que o Botafogo se safou com 51]. Ao final, chegamos em 19o lugar, no dia 19. E o Bom Velhinho deu a toda uma nação um presentão de Natal: um lugar na Primeirona em 2005, de onde o Galo jamais deverá sair.
E tive sonhos. Na noite de sábado, 11/12, para domingo, em Maceió, sonhei que o Galo ganhara de 1 a O do Grêmio. Ao chegar em BH, o motorista de táxi que me trouxe do aeroporto da Pampulha me disse o resultado do jogo: 1 X 0. No mesmo sonho eu vira uma manchete de jornal que dizia que a lista da 2a. tinha mudado. Naquela época, Galo e Botafogo eram os mais cotados para cair. Realmente mudou a lista: caíram Criciúma e Vitória. De 4a para 5a desta semana, sonhei que o Galo ganhara do São Caetano por 1 X 0. O gol saíra faltando 8 minutos para acabar o jogo. Pelo que soube, o 1o. gol do Galo ontem saiu quando faltavam 8 minutos para acabar o 1o. tempo. Sei que o jogo foi 3 X 0, mas o sonho não estava muito errado: o 1o. gol bastava para o Galo permanecer na série A. Mas foi bem melhor na base dos 3, o mesmo número de pontos que separou o Galo do Cruzeiro na tabela final. Uma diferença muito pequena entre o agora ex-ameaçado de rebaixamento e o agora ex-campeão brasileiro que se julgava o melhor time do Brasil.
Escrito por Simão Pedro às 10h55
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |