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Uma saudade, uma grande saudade
Ele hoje se foi e, como foi dito, agora pode tocar o Senhor. João Paulo II deixará muitas lembranças. Para alguns, no que a mim parece um exagero, ele será lembrado por ter derrubado a Cortina de Ferro, por ter levado ao fim o comunismo. Acho que a derrubada do muro de Berlim viria de qualquer forma um dia e não a vejo como obra de responsabilidade do Santo Padre. Para mim a grande marca desse João Paulo foi a de ter sido o pastor que foi buscar as suas ovelhas. Ele não se fechou no Vaticano, aguardando seu rebanho; ele o foi buscar.
Certamente por isso, aquele que foi chamado de Papa Peregrino será sempre em mim a lembrança maior de um Papa, desse que foi o Papa da Paz, o mais humilde papa do tempo em que eu mesmo vivo. Karol Joseph Vojtyla, Carlos José, deixa em mim uma grande saudade. E o Bom e Misericordioso Deus dará à sua alma o descanso que merece esse que foi o o Papa da Concórdia.
Escrito por Simão Pedro às 17h28
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Defesa de Daniela Serra

Hoje também foi dia de defesa de orientanda, Daniela Serra. Afetividade e aprendizagem em sala de aula on-line foi o tema de sua dissertação do Mestrado em Educação da PUC Minas. Defesa tranquila, aprovada pela banca na qual estavam Marco Silva, da UERJ e da UNESA, e Wolney Lobato, da PUC Minas. Depois da ata e do título, um coquetel para celebrar. E eu tendo que sair correndo para levar Marco Silva ao aeroporto da Pampulha. E finalmente em casa, para o descanso merecido por ter mais uma orientanda concluído sua tarefa.
Escrito por Simão Pedro às 22h20
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Interatividade
Hoje foi dia de ter Marcos Silva na PUC
Minas. A meu convite, para participar de uma banca de uma orientanda, o
trouxemos a BH. E, é claro, aproveitamos sua presença para um seminário
"Interatividade na sala de aula: educação, comunicação e tecnologias".
Foi uma manhã produtiva. O autor do livro "Sala de aula
interativa" [http://www.saladeaulainterativa.pro.br/]
deu um show na sua fala, começando com dois "professores que marcaram a sua
vida": Prof. Cid e Prof. Donner. Segundo Marco Silva, Cid Moreira
e Hans Donner, de quem na verdade jamais foi aluno, representam os dois
modelos de professores que ainda encontramos na nossa escola: o falante e o
"pirotécnico", o rei dos efeitos especiais. E passando pela
tecnologia, Marco Silva [á direita na foto] chegou na Pedagogia
do Parangolé. Depois da fala do Marco, abrimos o debate para dois
convidados, professora Iara Franco, da PUC Virtual, [à esquerda na
foto] e professor Márcio, da Faculdade de Comunicação da PUC, [não aparece na
foto], numa mesa moderada pelo prof Wolney [de camisa branca e
gravata] Da mesa, a meu convite ali em cima da hora, numa coisa que
pelo menos para nós foi inédita, participou Yara, aluna do Mestrado do
CEFET. [na foto, entre Wolney e Marco Silva]. Ela estava na platéia, fez uma
intervenção e naquela de abrir-se a comunicação, a convidei para estar na mesa,
ao lado dos outros convidados. Ao levá-la à mesa, rompendo com o formalismo da
Academia, fomos inéditos, um ineditismo com a qual o Marco Silva
vibrou. O seminário valeu; com certeza, valeu!
Escrito por Simão Pedro às 22h19
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Palestra no rio
Ontem estive no Rio de Janeiro ...
Escrito por Simão Pedro às 22h19
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Meus caros Doutores
O artigo de Renato Mezan, O escândalo dos doutores, publicado em 20 de março de 2005 na Folha de São Paulo [o texto completo está neste meu blog, numa mensagem de 20/3/2005], tocou num ponto essencial quando chamou a atenção para a questão da exigência legal de que uma parte do corpo docente de universidades tenha titulação de mestre ou doutor.
Depois que um curso é reconhecido pelo MEC, nada impede que esse docentes titulados sejam dispensados e contratados professores "mais baratos", apenas graduados ou no máximo especialistas. Curso recnhecido é a hora de cortar os meus "caros doutores".
Para isso, as universidades contam com o fato de que novas verificações são raras e, como diz o autor do artigo, muitas vezes complacentes com desculpas esfarrapadas. O professor titulado acaba sendo uma espécie de "material emprestado" até o reconhecimento do curso; passada essa fase, ele se torna descartável.
Isso me lembrou um tempo, nos anos 80, em que como consultor da SESu pude participar de comissões de verificação para reconhecimento de cursos.
Eu havia ouvido falar dos livros que eram "emprestados" por livrarias para que fossem vistos pela comissão de vistoria designada pelo MEC. O esquema era simples: como havia exigência de livros nas bibliotecas, algumas instituições os pegavam por empréstimo em livrarias ou editoras, com o compromisso de comprar alguns depois; afinal de contas os que os emprestavam precisavam levar algum dinheiro pela ajuda.
Quando a comissão do MEC passava pela instituição, lá estavam muitos e muitos livros, novinhos em folha, que aparentemente era do acervo da instituição. Mas na verdade estavam ali apenas para serem "admirados" pelos membros da comissão; depois voltariam para as livrarias ou editoras.
Numa oportunidade constatei que isso era uma verdade sim, embora não o fosse em todas as instituições.
Cheguei numa faculdade e na biblioteca me deparei com pilhas e pilhas de livros novos, prontinhos "me esperando". Nenhuma marca, nenhum carimbo, como é o usual nos acervos de bibliotecas.
Só tive uma alternativa: pedi à bibliotecária que, enquanto eu verificava os livros que já estavam catalogados nas estantes, fosse carimbando aqueles livros novos. Todos os livros foram carimbados.
Certamente a instituição teve que pagar por eles, já que carimbados não poderiam ser devolvidos a quem os emprestou.
Os alunos, pelo menos naquele momento, ganharam livros novos e úteis.
Como gente não é livro, não dá para "carimbar" os mestres e doutores e os tornar patrimônio da instituição de ensino superior.
As instituições submetidas ao SINAES deverão comprovar a titulação do corpo docente.
Mas como a avaliação é por amostragem e não abrange ao mesmo tempo todos os cursos e a exigência da porcentagem não é por curso mas em toda a instituição, o problema dos mestres e doutores "emprestados" em parte pode perdurar.
O problema que Renato Mezan destaca talvez pudesse ser resolvido de maneira bem simples: do mesmo modo que cada empregador tem que enviar uma RAIS anual ao governo, o MEC poderia exigir informações cadastrais anuais, uma relação anual de docentes, a RAD ou RADES - já até bolei o acrônimo.
Assim, a cada ano as instituições de ensino superior enviariam ao MEC uma relação onde constariam nome e titulação de cada professor e o período em que esteve contratado no ano anterior.
Talvez assim seja possível assegurar que aquela exigência de uma porcentagem de docentes titulados como mestre e doutores seja cumprida de forma permanente. Acho que basta apenas querer.
Escrito por Simão Pedro às 13h52
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Omissão
"O pior dos infernos está reservado a aqueles que se omitem nos piores momentos".

Dante Alighieri, em A Divina Comédia [http://www.stelle.com.br]
Um mapa do Inferno, de autoria de Sandro Botticelli [século XV], está em http://www.stelle.com.br/pt/inferno/botticelli1.html.
Escrito por Simão Pedro às 13h11
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