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Terror no Planalto Central
Juros subindo, salários achatados, aposentadorias sumindo. Povo sofrendo para pagar suas contas. Doentes morrendo em filas na porta de hospitais, crianças índias morrendo de inanição. Enquanto isso, banqueiros rindo à toa, com a pança bem cheia. A política econômica no Brasil parece uma série de filmes de terror que não acaba mais. Muda diretor, muda ator, mas o terror continua; a série não acaba jamais. Já estamos pelo menos no 3o filme da série "O massacre dos juros altos", filme de terror patrocinado pelo BACEN. O produtor e o diretor do "filme" mudaram há 29 meses. Mas o terror é mesmo. E olha que tem até ator de outro filme voltando ao elenco.
Escrito por Simão Pedro às 11h57
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Zé Dirceu, MST e modelo econômico
O Ministro José Dirceu disse aos sem-terra que o Governo Lula está mudando o modelo econômico do país. Das duas, uma. Ou ele vê essa turma como um bando de pueris, inocentes, que crêem em tudo que vem do PT. Ou, no fundo, os imagina uns trouxas, incapazes de enxergarem uma realidade gritante.
Não sei afinal o que pensa o Ministro.
O que sei é que não posso acreditar que o ministro comete auto-engano.
E no dia seguinte ao da fala do Ministro da Casa Civil, o Banco Central aumentou de novo a taxa de juros. Parece que pelo 9o. mês consecutivo. Será que é esse o novo modelo econômico trazido pelo Governo do PT?
Escrito por Simão Pedro às 11h13
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Mercadante, a elite e a crise
O falante e elegante senador petista Aloísio Mercadante está correto ao afirmar que a atual crise política é conseqüência de um complô de uma elite que desejaria desestabilizar o Governo da Esperança, do companheiro Lula.
É a elite da canalhice. Uma elite que, entra governo, sai governo, nasce esperança, morre esperança, compartilha o poder nessa Terra Brasilis. Uma elite que ocupa cargos no governo, emprega afilhados, chantageia, vende e compra apoio, macula licitações, distribui favores com o dinheiro público, corrompe e se deixa corromper.
Uma elite à qual o PT se aliou faz tempo, pelo menos 29 meses.
Escrito por Simão Pedro às 11h08
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Professor
Nunca conte para seus alunos aquilo que eles podem descobrir por si mesmos.
Escrito por Simão Pedro às 11h07
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PT e CPI
No poder, o PT se envolveu definitivamente na campanha "CPI nunca mais".
Escrito por Simão Pedro às 12h15
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Violência
"Aprendi com a primavera a me deixar cortar e voltar sempre inteira."
Violência em qualquer lugar preocupa, principalmente quando é na escola. Tenho andado muito preocupado com um certo tipo de violência que acontece na escola e que ocupa poucos espaços na mídia: a violência contra o professor. Violência que nem sempre é física, violència que muitas vezes é verbal. "Eu pago seu salário!". Muitos professores já ouviram essa frase. Muita violència contra professores é moral, psicológica, pior talvez que a física. Essa violência contra professores, que afasta definitivamente alguns de salas de aulas, foi assunto da Veja de 11 de maio.
A matéria de Ruth Costas "Com medo dos alunos", com o leading "Provocado pela indisciplina na sala de aula, um distúrbio psicológico se alastra entre os professores: a fobia escolar", está em http://veja.abril.com.br/110505/p_062.html.
Há questão de um mês, minha mulher se viu ameaçada, na sua integridade física e no seu patrimônio, o carro, por dois alunos de uma escola pública. Pedira aos alunos para saírem da sala já que eles mesmos haviam dito que não queriam assistir aulas e perturbavam os colegas que o faziam - ou tentavam fazer. Quando minha mulher chegou em casa, tarde da noiute, perguntei se havia comunicado o episódio à direção da escola e se alguém havia feito algo, se alguma providência fôra tomada. Me vi surpreendido com a informação de que a escola nada poderia fazer. Alegaram que o Estatuto da Criança e do Adolescente protege o aluno. Segundo os gestores, por esse Estatuto aluno algum pode ser expulso, desligado da escola. Pode ser uma interpretação da escola, pode não ser a verdade pelo Estatuto. Pode até ser que atrás do Estatuto, usando-o como desculpa e escudo, a escola se esconda, pelo medo que tem de punir alunos. Novos tempos. Estranhos novos tempos. Houve um tempo em que os alunos tinham medo de serem punidos pela escola. Hoje a escola é que tem medo de puní-los. Soube do caso de uma colega, professora da Área de Saúde na PUC, que foi tratada com palavras de baixíssimo calão por uma aluna de Psicologia que chegara atrasada para uma prova. Impedida de fazer a prova naquele momento, tendo em vista o fato de que vários alunos já a haviam concluído, a aluna, futura [será que pode ou merece chegar lá?] psicóloga, começou a declamar palavrões que, nos campos de futebol, são dirigidos por hordes de bárbaros às mães dos árbitros. Quis saber o que fez a professora. Me disseram que nada. Segundo quem ouvi, ela achava que de nada adianta reclamar de alunos que, entendidos como sendo clientes da escola, se comportam muitas vezes como se fossem "donos dos professores". Alguém me disse que, no fundo, a professora tinha receio de ser punida pela direção, por reclamar de alunos. E assim aterrorizados, com medo de alunos e até dos seus pares que se fazem chefes, os professores têm que lutar mais uma luta, cruel, pela sobrevivência no espaço do trabalho. Sei que ele não será consolo algum para esses professores, vítimas de uma intolerável violência, desamparados por colegas, que dia-a-dia têm que voltar às salas de aula, antes que a fobia ou o total desencanto os retirem dalí para sempre, mas me lembrei de um trecho de um poema de Cecília Meireles. É a frase que abre esse blog Essa frase que é minha homenagem a esses colegas que sofrem apenas e tão somente porque buscam contribuir para um país melhor, que buscam, desesperada e resignadamente, fazer acontecer um sonho. E esse país poderá ser melhor no dia em que essas violências cessarem. Ou, quem sabe, pensando pequeno, sem muita pretensão, a partir do dia em que passeta surgirem nas ruas pedindo respeito aos professores. Que as vozes ]de pais sensatos, de alunos cidadãos] se levantem para que os professores não afoguem seus próprios sonhos, como fez a nossa grande poetisa.
Pus o meu sonho num navio
E o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos
Para o meu sonho naufragar.
As figuras foram extraídas de: http://dtr2001.saude.gov.br http://www.monover.com http://www.aragoninvestiga.org http://www.vidaslusofonas.pt/cecilia_meireles.htm
Escrito por Simão Pedro às 11h06
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Erros
"Aprenda com os erros dos outros. Você não conseguirá cometer todos eles sozinho."
Jean Claude Mejia
Escrito por Simão Pedro às 11h29
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Essas escolas de hoje ...
Se existe uma coisa que as escolas não querem hoje em dia, é trabalho. Sair da rotina, nem pensar. O negócio tem que funcionar exatamente igual ao que planejaram diretores, corodenadores, supervisores.
Se pudessem, as escolas dispensavam seus alunos e professores. Afinal de contas, são eles que criam problemas, que fazem surgir o novo, que quebram - ou pelo menos tentam quebrar - as rotinas. São eles - e apenas eles - que "fogem ao planejado". Uma "prova do crime" está numa circular aos pais enviada por uma escola nos Estados Unidos: "Senhores pais. Se seus filhos estiverem indo à biblioteca de manhã, lembrem-se que os alunos devem trazer um livro de casa. Muitos alunos têm vindo à biblioteca e tentado pegar livros nas estantes para ler."
Escrito por Simão Pedro às 10h59
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Nouveau Riche

Angeli, genial, hoje na Folha.
É o o novo PT, que chegou aos palácios, rico com a "comissão" de alocador de recursos humanos. Empregado, tem que pagar. Empregou, tem que ganhar; é o negócio. E como ganhou - a eleição - o negócio do PT é empregar.
Escrito por Simão Pedro às 11h19
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De herdeiro a cúmplice
Clóvis Rossi [crossi@uol.com.br] hoje na Folha de São Paulo [http://www.folha.uol.com.br/]. Perfeito.
"Digamos que a revista "Veja" houvesse flagrado em cenas explícitas de alta corrupção um alto funcionário dos Correios, em nome da alta cúpula do PTB, durante o governo anterior. O que diria você, petista roxo, mas ainda honesto nas suas convicções? Baita escândalo, não é? Mas perfeitamente possível e até previsível. Vejamos: 1 - O PTB era aliado de Fernando Henrique da mesma forma que ficou aliado de Lula. 2 - O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, foi membro ativo da tropa de choque do governo Fernando Collor de Mello, aquele presidente deposto por falta de decoro. Quem é aliado de um político indecoroso não é boa companhia para gente que se pretende decente, não é mesmo? Ainda mais que Jefferson foi aliado de Collor também em todas as canalhices cometidas pelo então candidato contra seu principal adversário, casualmente chamado Luiz Inácio Lula da Silva. O que você, petista roxo, mas honesto, esperaria de quem tem tal tipo de comportamento e de quem se alia a um governante notória e publicamente carente de decoro? Se fosse no governo passado -e poderia perfeitamente ter sido-, você babaria de indignação, pediria todas as CPIs possíveis, exigiria o garrote vil para o presidente da República e por aí vai. E agora? Se você é petista roxo, mas conseguiu conservar-se honesto (espero que haja muito assim, embora silenciosos), tudo o que pode fazer é mais silêncio ainda. Por um motivo simples: o seu partido aceitou toda a chamada "herança maldita", até a parte podre dela. Não é mais herdeiro que pode tirar o corpo fora culpando o legado recebido. Agora, é cúmplice."
Escrito por Simão Pedro às 11h14
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Dúvida
Com quantos amanhã se faz um futuro?
Escrito por Simão Pedro às 08h16
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E por falar em WebQuest
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Agora vamos ao show de modéstia. :-) Fui citado no site de WebQuest da Escola do Futuro da USP [http://www.webquest.futuro.usp.br] como um dos pioneiros no uso de WebQuest no Brasil. Na Galeria de WQ [http://www.webquest.futuro.usp.br/galeria/wq_port.html] sou ainda referenciado como uma fonte de produção, dentre poucas. Na Revista Educarede [http://www.educarede.org.br/educa/img_conteudo/tecnologia4.html] meu site é citado como fonte importante de WQ. O SENAC-SP tem também um site sobre WQ em http://webquest.sp.senac.br/. E quem se interessa por WQq e não tem problemas com a língua inglesa deve ir ao site de Bernie Dodge [http://webquest.sdsu.edu/].
Escrito por Simão Pedro às 14h49
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SENAC traz ao Brasil Bernie Dodge, o pai da WebQuest
No próximo dia 18, Bernie Dodge, criador do modelo WebQuest e professor
de Tecnologia Educacional da San Diego State University (SDSU), vem à São Paulo
para um encontro com educadores. Na palestra “Internet na Educação e
Aprendizagem Colaborativa” Dodge aborda o espírito e princípios que dão vida a
uma WebQuest, conceito criado por ele, em 1995, com a proposta de aproveitar o
conteúdo disponível na Web.
A criação de Dodge é um dos termos educacionais mais populares da
Internet. WebQuest está em segundo lugar entre as expressões educacionais mais
citadas na Web (registrava, no Google, 843.000 entradas dia 27 de abril desse
ano, ficando atrás apenas de Lesson Plan, citada 2.200.000 vezes). Numa
comparação com termos da cultura popular, WebQuest aparece mais vezes que
Kleenex (citado 696.000 vezes). Esse número impressionante, não significa que o
modelo seja mais importante que outras “marcas” famosas em educação, faz questão
de dizer Bernie Dodge. Mas tal sucesso certamente é um sinal de que WebQuest é
uma criação que conquistou mentes e corações dos educadores em todo o mundo.
Em geral, uma WebQuest é elaborada pelo docente, para ser solucionada
pelos alunos, reunidos em grupos. Estes são avaliados pelo professor, e um texto
de conclusão sobre o trabalho realizado é produzido. Atualmente, existem mais de
dez mil páginas desse tipo na Web, com propostas de educadores de diversas
partes do mundo, como EUA, Canadá, Islândia, Austrália, Portugal, Brasil e
Holanda, entre outros países.
Para um usuário da rede mundial de
computadores, aparece como um tipo de webpage. Mas ela não é só isso. Uma boa
WebQuest, além de sua face visível na Internet, é uma proposta educacional que
dá vida a alguns princípios importantes: aprendizagem cooperativa, educação
autêntica, espírito crítico, desenvolvimento de habilidades sócio-cognitivas.
Merece destaque maior a questão da aprendizagem cooperativa: WebQuests bem
feitas criam ambientes de aprendizagem em que os alunos aprendem em atos de
cooperação cognitiva dentro de uma equipe de trabalho. Essa orientação é muito
importante para formar cidadãos que saberão construir e compartilhar
conhecimentos no trabalho e na vida.
Uma característica importante do
modelo criado por Dodge é a questão da autoria. Boas WebQuests não são
necessariamente páginas muito bem acabadas na Internet, mas são sempre propostas
educacionais sintonizadas com o que há de mais avançado nos campos da pesquisa
sobre aprendizagem humana. E essa é a abordagem da palestra ministrada por
Dodge.
A inscrição é gratuita, porém deve ser feita antecipadamente,
pois, as vagas são limitadas. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail consolacao@sp.senac.br, informando o
nome do evento, nome completo, data de nascimento, RG, endereço e telefone para
contato. As inscrições também podem ser feitas pelo telefone (11) 3236-2050 /
2080. Haverá tradução simultânea.
Evento: palestra “Internet na Educação
e Aprendizagem Colaborativa” Quando: 18 de maio de 2005, das 19h às
21h30 Onde: Senac São Paulo Rua Dr. Vila Nova, 228, térreo – Auditório
Nobre São Paulo - SP Quanto: entrada franca. Informações: (11) 3236-2050
ou por e-mail consolacao@sp.senac.br
fonte da informação: SENAC
Escrito por Simão Pedro às 14h46
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