Netizen


Começar de novo. Ou tentando continuar.

José Dirceu e LulaO final do "Governo Zé Dirceu" deve ser a estratégia de Lula para garantir seu mandato e postular sua reeleição.
Resta saber se a estratégia funcionará. 
A reeleição de Lula, ao contrário do que pensam os petistas, não depende nem dele, nem do PT; depende do povo.

A imagem é da Folha de São Paulo de 16/6/2005



Escrito por Simão Pedro às 19h04
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Fim de festa! Fim da esperança?

"O governo Lula acabou. E ao som de "Cuore Ingrato". Contudo, a Presidência da República continuará ocupada interinamente por Luiz Inácio Lula da Silva. Nos próximos 18 meses, vamos assistir ao triste espetáculo do imobilismo administrativo.
O término melancólico do governo Lula é ruim para a democracia. Dá a idéia de que não há possibilidade de mudança."

livro - Jango, um perfilMarco Antonio Villa [marcovilla@uol.com.br], professor de História da Universidade Federal de São Carlos  [http://www.ufscar.br/~ppgcso/docentes/MAVilla.html] e autor de "Jango, um perfil (1945-1964)", em artigo publicado hoje na Folha de São Paulo [http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1506200510.htm].



Escrito por Simão Pedro às 16h00
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Quem te ouviu, quem te ouve. Ou não ouve, já que você se calou sobre isso.

LulaLula, em 1994:

"A responsabilidade é nossa. Temos que criar vergonha na cara e eleger pessoas dignas. Com uma parte do Congresso sob suspeita da população, ele tem pouca legitimidade".
"Quem colocou os ladrões lá? Não foi obra de Deus, foi o voto do povo. Ou o povo assume a responsabilidade de mudar este país ou vai ter mais ladrões no Congresso". 
"Basta que tenhamos um governo sério, que tenhamos vergonha na cara e que esse sistema financeiro deixe de nos roubar, de ser gatuno".

LulaLula, em 1997:

"Sempre desconfiei de que havia um grupo que fazia do Congresso um balcão de negócios. [...] O Fernando Henrique foi eleito sob a embalagem do novo, mas não inovou nem na fisiologia. [...] O Congresso está funcionando como uma bolsa de valores fomentada pelo Executivo e precisamos investigar essa corrupção".



Escrito por Simão Pedro às 15h46
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Hoje é dia de Bob

Roberto "Nero" Jefferson 



Escrito por Simão Pedro às 15h59
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2015 - Como viveremos

capa do livro 2015 Como viveremosO livro 2015 Como Viveremos, de Ethevaldo Siqueira, é uma grande reportagem sobre alguns prováveis impactos das tecnologias da informação e da comunicação na vida humana, nos próximos dez anos.
Para escrever o livro, Ethelvado entrevistou dezenas de cientistas, escritores e personalidades de renome mundial. Dentre eles destacam-se Arthur Clarke, Alvin Toffler, Horst Störmer (Nobel de Física de 1998), Don Tapscott, Nicholas Negroponte, João A. Zuffo (USP), Jean-Paul Jacob (IBM), Michio Kaku (City College NY), Bill Gates (Microsoft), Scott McNealy (Sun), John Chambers (Cisco), Carly Fiorina (HP); Bem Verwaagen (British Telecom) e Craig Barrett (Intel). 
O livro debate temas interessantes como a casa do futuro, o teletrabalho, o lazer, a comunicação, a educação, o computador, a nanotecnologia, a Internet, a comunicação sem fio (wireless), as redes de banda larga, a inclusão digital, o governo eletrônico [e-government] e a humanização da tecnologia.
Não gosto muito dessa história de descrever o futuro. Como ninguém sabe como ele será, então vira exercício de "chutologia", que alguns chamam de futurologia.
Mas muito do que Ethevaldo mostra no livro já é coisa que está acontecendo, em algum nível. O que podemos esperar é que esses usos das tecnologias digitais se ampliem, atingindo camadas econômicas menos privilegiadas.
Banda larga já é coisa comum na classe média brasileira. 
Rede sem fio, eu uso há mais de um ano uma que trouxe dos Estados Unidos. E quando percebo o quanto caiu o preço para se ter uma, inclusive aqui no Brasil, fica possível acreditar que ela estará na casa de muita gente em breve.
O livro custa R$69,00 na Livraria Cultura e R$ 61,90 no Submarino.com.
Boa leitura.



Escrito por Simão Pedro às 09h13
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Pai dos ricos, padastro dos pobres?

RiquezaO número de milionários [é quem tem mais de 1 milhão de dólares] no Brasil cresceu 30% em dois anos, quando comparado com o último ano do mandarinato de FHC.
O rendimento médio real do trabalhador paulista em janeiro de 2005 caiu para R$ 1.006, o nível mais baixo nesse mês desde 1985.
Esses são números no governo Lula, aquele que veio para fazer mudanças, mas que continua, no máximo, alimentando esperanças.
Pai dos ricos, é como Elio Gaspari chama Lula.

A figura é do jornal La Prensa, da Nicarágua [http://www-ni.laprensa.com.ni/]



Escrito por Simão Pedro às 16h53
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E já que falei de fábricas

Fábrica de poema, com música de Adriana Calcanhoto, tem letra de Waly Salomão:

Sonho o poema de arquitetura ideal
cuja própria nata de cimento
encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair
faíscas das britas e leite das pedras.
acordo!
e o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
acordo!
o prédio, pedra e cal, esvoaça
como um leve papel solto à mercê do vento e evola-se,
cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido
acordo, e o poema-miragem se desfaz
desconstruído como se nunca houvera sido.
acordo! os olhos chumbados pelo mingau das almas
e os ouvidos moucos,
assim é que saio dos sucessivos sonos:
vão-se os anéis de fumo de ópio
e ficam-me os dedos estarrecidos.
metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros
sumidos no sorvedouro.
não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita
no topo fantasma da torre de vigia
nem a simulação de se afundar no sono.
nem dormir deveras.
pois a questão-chave é:
sob que máscara retornará o recalcado?



Escrito por Simão Pedro às 16h42
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Darknet

DarknetJ. D. Lasica, escritor, jorrnalista, blogueiro e consultor, acaba de lançar, pela editora Wiley & Sons, o livro "Darknet: Remixing the Future of Entertainment", que trata da revolução midiática pessoal.
Ainda não pedi o livro [US$ 17.13/hard cover] à Amazon [www.amazon.com]. Está na lista. Mas li um comentário no blog "Caramelo Smog".
O destaque que este blog faz é de que o livro é a primeira análise, de um jornalista, de como a indústria do espetáculo - leia-se Hollywood - estaria tentando calar a voz das plataformas digitais para manter nossa condição de consumidores passivos ao invés de usuários independentes e produtores de mídias.
O prefácio do livro de Jassica está em http://www.darknet.com/2005/06/darknet_forewor.html.

Darknet é uma coleção de redes e tecnologias usadas para compartilhamento de conteúdo digital em grupos privados. 
A darknet não é uma rede física separada, mas um aplicativo e um protocolo em redes já existentes. Um exemplo de aplicativo de darknet é o Grouper, disponível para download, gratuito, em http://grouper.com/download/.
Um texto interessante sobre darknet e distribuição de conteúdos, com o título "The Darknet and the Future of Content Distribution", está disponível em http://www.bearcave.com/misl/misl_tech/msdrm/darknet.htm.

Lasica organizou ainda o site Darknet, em http://www.darknet.com/.



Escrito por Simão Pedro às 11h32
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As ‘fabriquinhas’ de dinheiro

FábricaNo jornal O Globo, hoje [on-line em http://oglobo.globo.com/jornal/pais/168649378.asp]:

"Nos bastidores do PT, a entrega de postos-chave em órgãos da administração direta e em algumas estatais capazes de gerar recursos para sustentar partidos e campanhas eleitorais é conhecida como "fabriquinhas".

É triste ver que o partido que nasceu nas portas de fábricas, em legítimos movimentos de trabalhadores, chegando ao poder maior só deu conta de crar essas "fabriquinhas" que não servem para o primeiro emprego do povão, mas que, pelo que andam mostrando, rendem muito dinheiro para políticos, próprios e aliados.



Escrito por Simão Pedro às 11h15
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David Coperfield e Mister M na política brasileira

Transcrevo o Editorial de capa do Jornal Folha de São Paulo de hoje, 12 de junho, dia dos namorados [http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1206200501.htm]
Sei que muitos petistas dirão que a Folha é anti-PT.
Se pensar o que está nesse editorial é ser anti-petista, então uma enorme parte desse imenso Brasil é contra o Partido que se dizia ético, que se mostrava talvez como a última fortaleza da moral na política. Mas que, nas palavras de um político - adversário, tá certo - se mostrou o "partido da boquinha".
David CoperfieldO Presidente de Honra do Partido dos Trabalhadores, partido que se imaginava gigante e que agora é abatido por um "anão" [estarei sendo politicamente incorreto?] da política, parece propenso a propor como urgente uma reforma política. Aliás, reforma política que esteve na pauta de campanha de Lula, mas que foi idéia abandonada tão logo o PT Mister Mabraçou e se lambuzou no poder. 
O triste é que a proposta de reforma política venha, agora, como truque ilusionista, para desviar a atenção que está sobre a crise que vivem o governo Lula, o PT e seus aliados. 
Correndo para fazer esse truque, Lula parece buscar numa "prestidigitação" a estratégia para manter a possibilidade da reeleição. 
Resta a esperança de que surja sempre um Mister M para desmascarar essa mágica ruim.

SEM MÁGICA

Ao reagir às denúncias sobre casos de corrupção em seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recolocou na agenda nacional a reforma política, que chamou de "palavra mágica". Não há dúvida de que o sistema político-partidário brasileiro precisa de correções.
O Planalto, porém, parece inclinado a ver no debate da reforma uma ocasião para desviar as atenções, transferindo responsabilidades do governo e do PT para as deficiências institucionais do país.
A verdadeira "mágica" que se pretende encenar é transformar culpados em vítimas. O ilusionismo consiste em criar a idéia de que falhas do arcabouço político devem responder por decisões de indivíduos cientes do que estavam fazendo. Mas identificá-los e submetê-los ao rigor da lei é fundamental.
Se houve pagamento de "mesadas", como afirmou o deputado Roberto Jefferson a esta Folha, os envolvidos precisam ser apontados e punidos. O mesmo aplica-se aos Correios e ao Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), empresas nas quais quadrilhas ligadas a políticos disputam vantagens na intermediação de negócios.
A ênfase na reforma não pode servir para acobertar corruptos e salvar as aparências de um governo que trocou a oportunidade histórica de promover mudanças por um projeto de ocupação do poder.
Medidas provisórias do Planalto já instituíram mais de 19.000 cargos, dos quais cerca de 3.300 podem ser ocupados sem concurso público. Militantes petistas e apaniguados tomaram de assalto a máquina pública, numa disputa feroz com "aliados" insatisfeitos e sedentos de recompensas. Erros políticos foram cometidos em série, e o fisiologismo tornou-se a regra.
Agora, o governo tenta convencer o país de que irá se redimir por meio de uma reforma política, que constava, aliás, das prioridades do candidato Lula, mas foi esquecida depois da vitória. A reforma continua sendo necessária, mas é ilusão acreditar em seus poderes mágicos.
Esta Folha é favorável a regras que restrinjam o individualismo no exercício do mandato parlamentar e reforcem a coerência partidária. É preciso coibir a infidelidade e a migração entre legendas. Um político que queira disputar eleições deve estar filiado a um mesmo partido nos quatro anos que antecedem o pleito. Normas para impedir a proliferação de agremiações de aluguel têm de ser reforçadas.
Coligações em eleições proporcionais devem ser proibidas. A proporcionalidade das bancadas estaduais exige correções, de modo que o voto de cada eleitor em cada Estado tenha o mesmo peso na eleição para a Câmara dos Deputados.
Há, ainda, que tornar mais rigorosas as regras para o financiamento de campanhas, conferindo total transparência a esse processo. Não será o financiamento público que resolverá o problema, mas o combate implacável às doações clandestinas.
O esforço para coibir os desvios exige que o governo federal e as empresas estatais contem com uma administração estável, baseada em carreiras, na qualificação e no mérito. O número de cargos de confiança deve ser reduzido drasticamente, e as nomeações, submetidas a critérios objetivos.
Outro foco de desvios, o Orçamento da União não pode continuar a ser objeto de negociatas. Os programas devem ser respeitados, e as emendas individuais, banidas. Há também novas privatizações a realizar, como é o caso notório do IRB.
São medidas que confeririam mais racionalidade à política nacional, mas que precisam ser acompanhadas de uma elevação do padrão ético da classe política por meio do exercício dos controles democráticos. A sociedade brasileira elegeu o candidato Luiz Inácio Lula da Silva com a esperança de que o PT demonstrasse no poder o mesmo grau de exigência moral e republicana que pregava na oposição. Se esse compromisso deixou de ser cumprido, a culpa não é apenas do sistema político.



Escrito por Simão Pedro às 10h58
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