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Ainda Bauman

(continuação)
Segunda parte da entrevista de Zygmunt Bauman para o Jornal do Commercio, do Recife.
JC – Muito tem sido falado de como a tecnologia vai mudar a maneira do homem distribuir e propagar os produtos culturais. Mas pode a tecnologia também mudar a forma como consumimos a cultura?
ZB – A tecnologia não muda nada – é, sim, o uso que o homem faz da tecnologia que muda. Dois sintomas alarmantes podem esclarecer isso. Primeiro, na “era da tecnologia” (o que significa que o homem, no lugar de querer aperfeiçoar suas habilidades e determinações, espera que a tecnologia resolva as coisas por ele, e se elas saírem errado, é a limitação tecnológica quem ele vai culpar), a tecnologia deixa de ser um meio e vira fim. Os novos produtos procuram desesperadamente necessidades para serem satisfeitas - e não o oposto. Todas as novidades são bem-vindas, mesmo se nem função elas tiverem definidas. Segundo: com a ajuda de um marketing agressivo nós começamos a usar as novidades tecnológicas pela mesma razão que Hillary subiu o Monte Evereste (“porque ele estava lá”, ele explicou). Em uma sociedade de consumo qualquer sinal de um novo produto faz o público se sentir obrigado a comprá-lo. O uso desses produtos traz algumas conseqüências: eles ocupam a sua vida com coisas que não tem importância, que não valem um milésimo de preocupação. Mais um exemplo dessa situação está na internet, que muitas vezes é usada como um armazém onde a informação pode ser guardada até o dia que seu uso seja necessário (só que esse momento raramente chega). A sedutora (porém ilusória) promessa de ter em mãos uma boa quantidade de útil informação tira do nosso cérebro a função de memorizar.
JC – De que maneira o cinema, a música e a literatura, por exemplo, podem ser influenciados por aquilo que o senhor chama de modernidade líquida?
ZB – Acho que eles já são influenciados – tanto em forma quanto em conteúdo. Quaisquer que sejam as teorias e os manifestos feitos, cinema, música, literatura são artes “representativas” no sentido que eles reciclam e reprocessam as experiências de vida dos seus contemporâneos. A ênfase de um objeto de arte (por natureza sólido e durável) para um evento (por exemplo, uma exibição, uma instalação, um happening, por natureza de curta duração, ou mesmo instantâneo) nos dá idéia de que direção a arte está indo. Modas de vida rápida, cada uma levando a outra ao fim (ou para um lugar onde elas podem ser trazidas de volta, por um breve momento, transformadas naquilo que eles chamam de moda “retrô”), o retorno do picaresco nas novelas e filmes, ou o mais popular produto das artes dos nossos tempos, os reality shows de TV, todos seguem uma mesma lógica. Como Yves Michaud, o grande analista de cultura, colocou - as artes agora são “gasosas”, e a estética celebra seu triunfo em um mundo vazio de obras de arte.
JC – Há pessoas que são viciadas em tecnologia. Elas precisam ter a mais nova câmera digital, o mais novo telefone celular, o mais novo sempre é o melhor, parece ser o raciocínio. Gostaríamos que o senhor discorresse sobre essa mania pela “próxima grande coisa”.
ZB – “Vício em tecnologia” – Essa é só mais uma das explicações possíveis. Mas há outra, com a vantagem de ir bem mais fundo. Câmera e o celular são coisas com que você pode desfilar em público, sinais que você veste para se apresentar aos outros (junto com seu vestido, seu corte de cabelo, sapato ou batom). Em uma sociedade líquida moderna de consumidores que se importam mais em se livrar do passado do que de consumirem as novidades, que estão sempre à venda. O marketing da tecnologia avisa que não são as fotos que você tira com sua câmera digital, não são as conversas ou os textos que você envia que realmente importam, o que realmente importa não é ser visto com o telefone de última geração um momento depois dos outros, e jogá-lo fora depois dos outros. Você compra as coisas para ter orgulho de si mesmo por estar à frente do seu tempo, e você se livra delas para não ficar por último.
JC – Este ano o senhor comemora seus 80 anos. Vai haver um novo livro ou algum tipo de celebração especial pela data?
ZB – Não há muito o que comemorar. Fazer 80 anos significa que a gente tem bem menos tempo para compreender esse mundo fascinante. A cada dia que passa, há menos tempo para satisfazer a nossa curiosidade em relação à vida. E para aplacar os medos, aprendi que a melhor coisa a fazer é trabalhar, para fazê-los ir embora.
Escrito por Simão Pedro às 17h39
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“O que importa é o uso instantâneo”
Zygmunt Bauman, autor de Modernidade Líquida, concedeu uma entrevista ao Jornal do Commercio, de Recife, em 4 de maio passado.
Primeira parte da entrevista:
Para classificar a sociedade veloz, de posse e de desejos instantâneos em que vivemos, o pensador polonês, radicado na Inglaterra, Zygmunt Bauman, lançou mão do adjetivo ‘líqüido’. A expressão virou nome de uma série de livros, o primeiro foi Modernidade Líquida. Em seguida, Bauman veio com Amor Líquido, em que analisa a paixão em tempos de diálogos cortados no MSN, as relações humanas que mais parecem bolsa de valores e os excedentes populacionais. Nesta entrevista ao JC, Bauman fala do consumo da cultura em tempos de posse fast-food, os novos valores que cercam os produtos culturais e aponta que a nossa sociedade está mais preocupada em se livrar do passado do que em ter uma novidade nas mãos.
JORNAL DO COMMERCIO – Para você consumir cultura, não é mais necessário que um produto sólido (como CDs, DVDs e outras formas de hardware) tenha sido fabricado para isso. Agora você pode fazer o download de um filme no seu celular e ouvir músicas enquanto caminha na rua com o seu iPod. Esses fenômenos são exemplos daquilo que o senhor chama de modernidade líquida?
ZYGMUNT BAUMAN – Sim, apenas exemplos. Estar sempre “em contato” e ainda assim evitar qualquer tipo de compromisso firme (a “network”, de onde seu celular lhe conecta, é - lembre-se - também uma forma fácil e instantânea de desconexão, da mesma maneira que ela se relaciona com uma conexão rápida) se encaixa perfeitamente ao conceito de “vida líquida”, por isso esses exemplos têm sido abraçados com fervor por milhões de pessoas assustadas com a necessidade de se relacionarem umas com as outras, elas temem que qualquer ligação seja forte o suficiente para impedir a liberdade delas de ir em frente na vida. A vida líquida moderna, como qualquer outra, é bem coerente, por isso fazer o download de lugar nenhum para lugar nenhum tem tudo a ver com os outros elementos que constituem esse tipo de vivência (por exemplo, pense em um emprego ou uma relação pessoal, que só faz sentido se trouxer a possibilidade da procura por uma outra oportunidade, garantida desde o princípio). Celulares e iPods precisam se mover na velocidade da luz: e quando o que importa é a velocidade, carregar um peso muito pesado é um obstáculo que tem de ser evitado a todo custo. O consumismo líquido moderno não fala de posse, de aquisição ou de acúmulo de coisas, e sim de uso instantâneo, de você ter como se livrar de tudo fácil e de reposição imediata. Quando você compra um disco, ele pode bagunçar a sua casa e limitar a sua mobilidade - mas com o último hit-tune que você “baixa”, isso não acontece, você nem precisa se preocupar em ter uma lata de lixo para jogá-lo fora amanhã, quando ele já terá caído de moda.
JC – Junto com a nova tecnologia digital veio também a possibilidade de mudar o produto cultural em si, de adequá-lo de acordo com as preferências do consumidor. Isso é um sinal do crescimento do individualismo?
ZB – A tecnologia digital, como qualquer outra tecnologia ligada à era do consumismo, precisa ser pensada como uma matriz finita, e bem limitada, de um número de itens que você pode permutar em outros. É notório que Henry Ford insistiu em pintar todos os seus Ford T de preto, ele ainda estava inserido na “era das coisas sólidas”, que acreditava que os produtos são feitos para satisfazer firmes e imutáveis necessidades. Ford achava que seus carros serviam apenas para o óbvio ir e vir. Não é Henry Ford, e sim Alfred Sloane, da General Motores, que merece ganhar os créditos de profeta precursor do consumismo líquido moderno - graças à sua concepção de que os carros devem servir para inúmeras necessidades. Necessidades que a maioria das pessoas nem imaginava que existia - como, por exemplo, ganhar distinção social, impressionar e humilhar amigos e vizinhos ou ganhar popularidade com o sexo oposto... Com o enfraquecimento e a quebra dos laços sociais e a diminuição da duração das posições sociais, “identidade individual” se tornou a preocupação diária para um número cada vez maior de pessoas, e quaisquer necessidades a serem satisfeitas ou qualquer produto a ser consumido deve realizar o desejo por individualidade - o que agrega valor ao que for consumido. Identidade individual, como qualquer sonho humano, precisa estar disponível nas lojas, o que de fato tem ocorrido.
[continua em outra mensagem]
Escrito por Simão Pedro às 17h36
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Existe uma diferença
Como dizia Zé Genoíno, o agora ex-presidente do PT, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Dizem que FHC comprou deputados, aqui e acolá, para garantir que passasse a emenda da reeleição. Roberto Jefferson, do PTB e aliado do Governo Lula, afirmnou que o PT comprava partidos.
Assim, existiria uma clara diferença entre PSDB e PT. O PSDB compraria picado; enquanto o PT compraria partido. Parece tudo a mesma coisa, mas não é.
Escrito por Simão Pedro às 16h38
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Nem pressuposto, nem pós-suposto. Apenas "pelo suposto"
Cony, fantástico, embora se declare "jornalisticamente incorreto" na Folha de São Paulo hoje,
"Jesus Cristo, nosso suposto Salvador, libertando-nos de um suposto pecado original, foi supostamente traído por Judas Iscariotes, que supostamente teria recebido 30 dinheiros pela suposta traição. Pedro Álvares Cabral, supostamente um almirante português -diziam que ele era tão almirante quanto o Jô Soares supostamente é surfista em atividade-, teria supostamente descoberto um país suposto de ser o Brasil ao desviar-se de supostas correntes marítimas, numa suposta viagem às Índias, seguindo uma suposta rota descoberta por um suposto Vasco da Gama, que, na realidade, é apenas (e não supostamente) um clube de futebol e regatas do Rio de Janeiro. Uma suposta maçã teria caído no nariz de um sujeito supostamente chamado Isaac Newton, que supostamente dormia na ocasião e que, assim, teria descoberto uma suposta lei da gravidade, que, segundo suposições generalizadas, explica por que o armário no quarto de uma suposta empregada da casa do Roberto Jefferson teria supostamente caído na cara do deputado que tem levantado acusações de um suposto "mensalão" responsável por supostas aprovações no Congresso, promovendo suposta corrupção, supostamente generalizada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa suposta viagem a Escócia, país que supostamente fabrica o melhor uísque do mundo, mas, certamente, nunca fabricou cachaça, está enfrentando supostas dificuldades para fazer uma suposta reforma ministerial para aplacar os supostos apetites de sua suposta (e bota suposta nisso) base no Congresso Nacional. Um suposto cronista comete diariamente alguns textos com suposições que nunca se concretizam e certamente nada mais tem a dizer, o que agradará aos supostos leitores que o aturam por suposta esperança de que, um dia, ele vá, não supostamente, mas concretamente, para o diabo que supostamente o carregue."
Escrito por Simão Pedro às 15h50
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A banalização da barbárie

Uma das coisas que mais ouvi ontem foi que o tal de "Mercado" reagiu bem frente aos atentados em Londres. Foi como se nada, ou quase nada, tivesse acontecido. Isso mostra como o terrorismo acabou incorporado no dia-a-dia das pessoas. É mais um fato do cotidiano, assim como o nascer e o por do Sol. Atentados covardes que dilaceram corpos de vítimas inocentes hoje são - como chuva, granizo, furacões, desastres aéreos, atropelamento de pedestres - fatos corriqueiros na sociedade do Século XXI. Um atentado terrorista, independente do número de vítimas que provoca, passou a ser coisa absolutamente banal que não afeta bolsas de valores, não muda cotação do petróleo, não mexe no câmbio.
É muito, muito triste ver onde chegou o tal de Homo sapiens, ultrapassando até mesmo o limite da insanidade.
Escrito por Simão Pedro às 15h06
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Busão no lugar de avião
Se José Adalberto Vieira da Silva, assessor de irmão de Zé Genoíno, tivesse ouvido o rádio ou lido O Globo [para ver a matéria clique aqui e mande procurar "Wendell"] antes de ir para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, poderia ter evitado ser pêgo com a mão na cumbuca. Ele teria aprendido com Wendell Resende de Oliveira, ex-motorista da deputada federal Neide Aparecida (PT-GO), amiga de Delúbio Soares, que muito dinheiro, principalmente dólares, não se levado em avião de carreira.
O assessor do irmão do Zé Genoíno teria ido de "busão" para o Ceará. Seria viagem longa, com muitos dólares dentro da cueca, um incômodo danado.Talvez fossem horas e horas numa vigília permanente, de olho na sacola com R$ 200 mil. Mas hoje ele não estaria no xilindró. Acabou pagando caro ao trocar o busão pelo avião. Talvez José Adalberto tenha embarcado na propaganda de uma companhia aérea que anuncia avião pelo preço de "busão". Mas acabou mesmo foi embarcando em "canoa furada".
Escrito por Simão Pedro às 14h30
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Cheirando mal
Lula e seus companheiros não queriam CPI dos Correios, do mensalão, dos bingos. Basta deixar as investigações om a Polícia Federal, diziam. O Ministro de Justiça fazia coro. Ontem José Adalberto Vieira da Silva, assessor do irmão de Zé Genoíno, agora ex-presidente do PT, foi pêgo num aeroporto em São Paulo com R$ 200 mil numa maleta e US$ 100 mil na cueca. O que diz então o irmão do Zé sobre a prisão? "Esse fato está me cheirando muito mal" [para ver a notícia, clique aqui] Posso entender "cheirar" mal sob duas perspectivas. Uma, é a do reconhecimento do podridão na qual membros do PT se meteram. Outra, seria a desconfiança de que teria sido alguma armação, que montaram para prender o tal assessor. Como a PF merece o respeito de todos e, nas palavras do Presidente Lula, é quem deve apurar toda a corrupção, o deputado irmão do Zé Genoíno teria usado o "cheirar mal" na perspectiva de algo de podre. Mas será que alguém em sã consciência pode acreditar que foi isso que passou pela cabeça do deputado cearense? Ainda mais quando ele diz que vai investigar o que houve? Difícil acreditar, né? Mas que o cheiro de podre está no ar, impregnando muitos companheiros, está!
Escrito por Simão Pedro às 14h17
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Escoando a safra
Será que o assessor do irmão de Zé Genoíno usou o "aviãozinho" do Banco Rural para levar do Ceará a São Paulo as verduras que vendeu no CEAGESP e que lhe renderam 450 mil reais?
Escrito por Simão Pedro às 11h59
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Histórias em quadrinhos adaptam-se à era digital
Com base na onda de transformações provocadas em todo o mundo
pela internet, um novo estudo tem como foco avaliar as características das
histórias em quadrinhos nos meios virtuais. "Elas perdem suas
características essenciais à medida que acabam sendo influenciadas, na internet,
pelos desenhos animados e videogames", disse Anselmo Gimenez Mendo, autor
da pesquisa, à Agência FAPESP. O pesquisador explica que há mais de cem anos
esse tipo de arte resiste nos meios impressos e que, ao contrário do que se
imaginava, também não acabou com a chegada da rede mundial. A pesquisa foi
apresentada na dissertação de mestrado História em Quadrinhos (HQs): impresso
versus web, apresentada no Instituto de Artes (IA) da Universidade Estadual
Paulista (Unesp), campus de São Paulo. Os quadrinhos, segundo Mendo, estão
sofrendo profundas adaptações na internet. Desde a simples transposição do
conteúdo impresso por meio da digitalização de imagens até a criação de novas
histórias com a utilização de recursos de computação gráfica. Essas mudanças
começaram no final do século 20, quando os meios eletrônicos conseguiram
substituir, em parte, o processo mecânico de criação dos quadrinhos. No lugar
dos pincéis, entraram em cena as canetas digitalizadoras, enquanto as cores dos
pigmentos foram trocadas pela paleta disponível nos computadores. O autor do
estudo acredita que o leitor, por conta da linguagem eletrônica, se sente mais
próximo dos protagonistas das histórias do que quando eles estão apenas no meio
impresso. "Os quadrinhos on-line criam um usuário mais participativo,
pois permitem que o leitor possa interagir com os personagens e autores das
histórias de forma mais direta." E destaca que a grande vantagem da
migração dos quadrinhos para a internet está na facilidade da publicação.
"Esse tipo de divulgação eletrônica supera a etapa de distribuição. O autor
não fica mais dependente de uma editora e passa a publicar diretamente seus
próprios conteúdos", conta.
Como mercado, os quadrinhos continuam
existindo principalmente no papel. "Alguns sites podem até vender revistas na
web, porém, nunca vão acabar com a veiculação de histórias pelo meio
tradicional", acredita Mendo.
Da Agência FAPESP A imagem é de www.moviepoopshoot.com/
comics101/34.html
Escrito por Simão Pedro às 11h31
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Baila comigo
Hoje é o dia do baile da formatura da Andréia.
Escrito por Simão Pedro às 21h14
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De alfaces, bois e fazendas virtuais
Fiquei a imaginar onde Adalberto Vieira da Silva, assessor de José Nobre Guimarães [deputado do PT no Ceará e irmão de Ze Genoíno, presidente do PT] teria plantado tanta verdura a ponto de faturar 450 mil com a venda delas para o CEAGESP. Acho que foi nas fazendas de Romero Jucá, ministro da Previdência Social no Governo Lula.
Penso que parte das áreas de Juca é destinada à plantação de alface e outras hortaliças. Parte deve ser em pastagem para o gado que Marcos Valério, o "Mensaleiro do Rei", comprou com os 20 milhões "cash" que sacou dos bancos. Êta fazendazinha produtiva. Dessa o MST nem passa perto.
Escrito por Simão Pedro às 21h12
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Ontem
Ontem aconteceu a missa de formatura de Andréia, minha filha número 2. Agora ela é bacharel em Turismo pela PUC Minas. A colação de grau aconteceu no dia 5 de julho, no Teatro da PUC Minas, no campus Coração Eucarístico.
Desde terça passada Andréia é ex-aluna da PUC . Ela ja pode se inscrever na Associação dos Ex-alunos.
Depois da missa, jantar no Dona Derna [para saber sobre o restaurante, clique aqui]. O prato que mais gosto, Medalhão Dona Derna, não consta mais do cardápio daquele restautante. Mas me "homenageram", como antigo cliente, mandando fazer meu prato preferido. É bacana esse tipo de atenção. É assim que se assegura fidelidade de cliente.
Escrito por Simão Pedro às 21h09
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Estão colhendo alface, mas a vontade é de mandar plantar batata
Está no UOL, hoje:
"A Polícia Federal prendeu hoje em São Paulo um homem que foi flagrado com US$ 100 mil e R$ 200 mil em dinheiro. José Adalberto Vieira da Silva, 39, foi preso no Aeroporto de Congonhas, às 11h40, segundo a PF. Parte do dinheiro estava em uma valise e parte sob as calças que Vieira vestia. José Alberto Vieira é assessor do líder do PT na Assembléia Legislativa do Ceará, José Nobre Guimarães, que é irmão do presidente nacional do PT José Genoino. Vieira também é secretário de organização do Diretório Estadual do PT no Ceará."
O petista disse que era dinheiro apurado com venda de verduras [clique aqui para ver a notícia]. Há muitos anos atrás, ouvi de alguém: "Quem pensa a curso prazo cultiva hortaliças; quem pensa a médio prazo planta árvores, quem pensa a longo prazo educa homens". Pois é, fiquei pensando: há quase 40 anos educo homens. São quase quatro décadas "semeando idéias nas mentes" de meus alunos, do antigo admissão ao mestrado. Hoje, doutor, professor titular, com 32 anos de PUC, levo mais de quatro anos ganhar o mesmo dinheiro que o "agricultor" petista levava na mala e na cueca. Acho que entrei na agricultura errada. Devia ter plantado alface, ao invés de semear saberes para colher conhecimento, educando homens. E quando veja a "cara-de-pau" do petista, secretário de organização do PT do Ceará, pêgo com a boca na botija, justificando quase meio milhão de reais com a venda de verduras, que deve ter trazido do Ceaá para o CEAGESP, me dá uma vontade incrível de mandar toda essa gente plantar batata.
Escrito por Simão Pedro às 20h58
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Mente e brilha
Vendo Marcos Soares, "Mensaleiro do Rei", depondo ontem na CPI, me lembrei de um filme. Apenas pelo título, é claro.
Escrito por Simão Pedro às 16h06
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Era da Inocência

Genoíno assinou, como avalista, um "senhor papagaio" sem sequer ler o documento, confiou no amigo Delúbio e agora está enrascado. Enquanto deputados de PP e PL receberiam o tal "mensalão" para votar a favor do Governo, os petistas votavam de graça. Anteontem, Lula "pagou" com três ministérios para continuar tendo a mesma quantidade de votos do PMDB. E o interessante é lembrar que o Inocêncio está no PFL.
Escrito por Simão Pedro às 16h03
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Insanidade
Um dia após ser anunciada como séde das Olimpíadas de 2012, Londres é vítima de atentados. Quatro ataques terroristas, reivindicados por um grupo supostamente ligado à rede Al Qaeda, auto-intitulado Organização Secreta Al Qaeda na Europa, causou a morte de ao menos 37 pessoas e deixou 700 feridos, sendo 45 em estado grave. As explosões atingiram ônibus e trens no momento em que as pessoas se dirigiam ao trabalho, entre 8h51 e 9h47, horário local. Insanos mataram trabalhadores. Inocentes que iam ganhar o pão-de-cada-dia, possivelmente entre eles alguns que se puseram contra a injustificada invasão do Iraque, se tornaram vítimas de indivíduos de uma espécie que se diz Homo sapiens. "Alegre-se, nação islâmica. Alegre-se, mundo árabe. Chegou o tempo para a vingança contra o governo cruzado sionista do Reino Unido em resposta aos massacres britânicos no Iraque e no Afeganistão. Os heróicos mujahidin [guerreiros] empreenderam um ataque sagrado em Londres e agora a cidade queima em medo e terror, de norte a sul, de leste a oeste.", diz o comunicado do grupo terrorista.
Matam inocentes e pedem júbilo, alegria à nação islâmica, ao mundo árabe. Só doentes mentais podem sentir alegria por causa do assassinato de alguém, principalmente quando as vítimas são civis, inocentes, desarmados. E fico a pensar: qual será o limite para a insanidade humana, se é que existe um? Acho que a insanidade é como a tristeza, não tem fim.
Escrito por Simão Pedro às 15h01
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O aprendiz

Do blog Kibeloco.
Escrito por Simão Pedro às 14h31
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Tal pai, tal filho

Sandro, filho de Lula e da companheira Marisa Letícia, "trabalha" longe do local de trabalho, não tem diploma [ainda não completou a faculdade] e, como ele mesmo diz, "finge que trabalha um pouco". Você conhece mais alguém da família que seja assim?
Escrito por Simão Pedro às 13h52
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E por falar em docência na universidade
"University teaching is the only profession in which you can become a success without satisfying the client."
Richard Huber http://www.richardmhuber.com/
Richard Huber é o autor de "How Professors Play the Cat Guarding the Cream: Why We’re Paying More and Getting Less in Higher Education" No livro, Huber focaliza o conflito entre pesquisa e a docência nas universidade estadunidenses, fazendo uma crítica à educação superior dos Estados Unidos. Huber busca demonstrar a ineficiência e o desperdício de recursos por conta dessa tensão e clama por uma reforma no ensino superior do seu país.
Escrito por Simão Pedro às 12h23
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A razão da blindagem

Danuza Leão matou a charada da blindagem que situação e oposição fazem para Lula nos escândalos na ordem do dia. Está em seu artigo "Cenário lindo é palco de espetáculo deprimente", publicado hoje na Folha de São Paulo.
"A razão de o mundo político, governo e oposição, estar unido, em defesa do presidente Lula: se entrar o vice José de Alencar, ele baixa a taxa de juros para zero e explode a economia; e se quebrar uma perna, entra Severino, e aí - bem, passemos."
Escrito por Simão Pedro às 12h20
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Soundtrack
Para o escândalo do mensalão não podemos antecipar resultados. Mas já podemos ir montando uma trilha sonora.
O canto de Bob Jefferson, há alguns dias, e o choro de Marcos "Mensaleiro" Valério, onbtem, fazem lembrar a música Bastidores, de Chico Buarque. Para ver a letra da música. clique aqui.
O episódio do armário que caiu na cabeça do cantor Bob Jefferson, quando procurava discos de Lupicínio Rodrigues, me fez lembrar de "Esses moços, pobres moços". Música que, convenhamos, cai bem para os "pobres moços" que não sabem - ou fingem que não sabem - o que Bob sabe. Para ver a letra de "Esses moços, pobres moços", clique aqui.
Ontem, ouvindo Marcos, o Mensaleiro do Rei, em seu depoimento, depois do seu festival de "não sei", "não sei", me lembrei de "Negue", de Adelino Moreira e Enzo dos Passos.
Para ver a letra de "Negue", clique aqui.
Se a CPI do Correio e a do Mensalão vão acabar em pizza, eu não sei - embora muitos antevejam esse "the end".
Mas que tem essa "ópera bufa" pode dar num CD, que nem as novelas, pode.
Já tem cantor, Bob Jefferson, e a trilha sonora vai se montando aos poucos. Nâo sei sob que "selo", sairia o CD. Mas a SMPG [http://www.smpb.com.br/] e a DNA [http://www.dnapropaganda.com.br] poderiam fazer a propaganda para o seu lançamento. E o Banco do Brasil bem que podia comprar alguns ingressos para o show de lançamento.
Escrito por Simão Pedro às 11h53
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Docência no ensino superior

"College and unversity teaching is thus the only profession [except the proverbially oldest in the world) for which no training is given or required. Is is supposed to be 'picked up'".
Barzun, ex-professor e ex-reitor da Columbia University, New York, USA
Escrito por Simão Pedro às 11h21
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Tele-trabalho - a novidade no PT
Há poucos dias surgiu a notícia - ou denúncia - de que um filho de Lula, Sandro Luís, receberia do PT sem trabalhar [clique aqui]. Arrumarou-se logo a desculpa: ele faz trabalhos de informática para o PT; mas trabalha em casa. Sandro, conforme informa a Foha de São Paulo [clique aqui], é adepto de comunidade virtual, na qual se apresenta sob o pseudônimo de "spiderman". Ao falar de sua rotina para amigos, diz a Folha, o filho de Lula e Marisa Letícia recorre à mesma explicação: diz que "continua vagabundeando e tentando terminar a faculdade" e que tem "fingido que trabalha um pouco". Para quem fala que os programas do Governo Lula são apenas planos que não saem do papel, está aí o exemplo de um que funcionou, pelo menos para uma pessoa. Ainda que o "beneficiado" por ele diga que finge que trabalha. Seria o projeto "Meu primeiro tele-emprego". Um "programa social" que é restrito à família, não atendendo a qualquer brasileiro, é verdade. Mas que coloca o Brasil ma vanguarda mundial, criando posto de tele-trabalho, um avanço possível por contas das tecnologias digitais. Ou será que entendi errado e é apenas o programa "Bolsa para a família", criado e mantido pelo PT?
Escrito por Simão Pedro às 11h20
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colando grau
andreia
Escrito por Simão Pedro às 22h57
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En passant
O líder do PMDB, segundo a secretária de Marcos Valério, o "Mensaleiro do Rei", também andou se encontrando com o "homem das malas". Denúncia feita, o "nobre" deputado Zé Borba disse, no Fantástico, que conhece o avalista do PT da mesma forma que o Brasil, ou seja, "en passant". Engraçado o líder do PMDB. Eu também sou o Brasil, mas só conheço o tal do conheço Marcos Valério de foto em jornais e revistas, passando as folhas. Será que é isso que o Zé Borba chama de "conhecer en passant"? Corro o risco de passar pelo Mensaleiro na rua e não saber quem é. Só falta ficar caracterizado, daqui a pouco, que o deputado conheceu o "Mensaleiro" foi na base do "en passando um dinheirinho", o tal do mensalão. É, do jeito que a coisa vai, só tenho uma certeza: ainda vamos ver muita água "en passando" debaixo dessa ponte.
Escrito por Simão Pedro às 19h10
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Painel do leitor

Tem uma carta minha no Painel do Leitor da Folha de São Paulo, hoje.
"A história, cômica ou triste, acaba, em seu curso, criando suas próprias ironias. Em 2001, vimos o PT abraçar o "Fora, FHC". Em 2005, não será surpresa vermos o governo Lula lançar o "Fora, PT". A blindagem de Lula pode valer qualquer coisa, até mesmo expurgar o seu próprio partido. O que importa é salvar o mandato e tentar um caminho para a reeleição." Simão Pedro Marinho (Belo Horizonte, MG)
Escrito por Simão Pedro às 10h45
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E por falar em astrologia

Ao se manifestar sobre a coincidência registrada entre datas de saques vultuosos feitos por Marcos Valério, o "mensaleiro do Rei", e votações importantes no Congresso Nacional, a senadora Ideli Salvati (PT-SC) assim se manifestou: "Eu posso listar as coincidências entre as fases da lua e esses saques". Resta saber se alguma fase da lua mudou depois dos saques, ou se elas continuaram no seu velho ciclo. Se alguma coisa mudou nesses ciclos, será razão para CPI, mista ou simples, apurar. E Marcos Valério, Delúbio, Genoíno, o PT e outros poderão ser também processados pela astróloga russa, como a NASA.
Escrito por Simão Pedro às 10h42
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Acredite, se quiser.
Da Reuters, pela Folha de São Paulo de hoje.
Astróloga russa processa Nasa pelo impacto
Uma astróloga russa está processando a Nasa em Moscou por ter alterado seus mapas astrais ao fazer com que a Deep Impact colidisse com o cometa Tempel 1. Segundo a imprensa local, ela está pedindo ressarcimento por perdas no valor de US$ 300 milhões. "É óbvio que os elementos da órbita do cometa, e sua efeméride correspondente, irão mudar após a explosão, o que interfere com meu trabalho de astrologia e distorce meus horóscopos", disse Marina Bai em documentos enviados ao diário russo "Izvestia". Uma porta-voz do tribunal em Moscou confirmou que o caso era verídico, mas não soube informar quando será a primeira audiência.
Na foto, o brilho provocado pelo impacto da sonda Deep Impact no cometa Tempel I.
Escrito por Simão Pedro às 10h26
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Ironias
 A história, cômica ou triste, acaba no seu curso criando suas próprias ironias. Em 2001 vimos o PT abraçar o "Fora FHC". Assim mesmo, sem vírgula. Em 2005 não será surpresa se vermos o Governo Lula lançar o "Fora, PT". Com vírgula ou sem vírgula, pouco importa. A blindagem de Lula pode valer qualquer coisa, até mesmo expurgar o seu próprio partido.  O que importa é salvar o mandato e tentar um caminho para a reeleição. Como numa antiga novela da Globo, aquela que segundo Roberto Jefferson o Zé Dirceu controla, vale tudo.
Escrito por Simão Pedro às 10h44
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Lula X FHC
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Comprovadas as denúncias, que começam com o caso da corrupção nos Correios e chegam ao episódio do aval de Marcos Valério ao PT, será injustiça dizer que o Governo Lula é a mera repetição do Governo FHC. Se for verdade tudo o que está na mídia, o PT inovou. E muito. Comprou partido inteiro, criando um inédito "mensalão". Estabeleceu uma forma fantástica de desviar dinheiro público, no esquema que envolve aval de prestador de serviço ao governo ao partido.
Escrito por Simão Pedro às 10h28
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"Dilúvio" Soares

Apesar do mar de lágrimas do Delúbio, a coisa está ficando feia para o PT. Agora apareceu o "mensaleiro do Rei", Marcos Valério, avalisando o PT - junto com Delúbio e Genoíno - mas pagando sozinho parte da conta, conforme denúncia da Veja [para ver a matéria, clique aqui] e matéria da Folha [clique aqui] As agendas de Delúbio e Marcos Valério mostram coincidências constrangedoras. Ou seriam comprometedoras? àra ver matéria da Folha, clique aqui.
O que parece que ameaça a "Casa da Estrela Vermelha" é um "dilúvio Soares", "genoinamente" produzido pelo próprio PT. E sem qualquer "impressão digital" da oposição, para desespero de petistas. O Governo Lula tenta sobreviver à marolas, E o incrível é que todos conspiram a favor de Lula, conforme destaca Fernando de Barros e Sllva na Folha, hoje [para ver o artigo "As elites conspiram, mas a favor de Lula, clique aqui]. Resta saber se não haverá muitos furos na "barca do Governo", que possam colocar Lula e sua turma sob risco de naufrágio.
Escrito por Simão Pedro às 13h35
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Lula, na guerra implacável contra a corrupção
Lula continua ameaçando ser implacável na luta contra a corrupção. Parece um soldado destemido, disposto a lutar até o fim contra a desgraça que assola o Brasil. Basta ver matéria na Folha Online [clique aqui]: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado, que a luta contra a corrupção será implacável. "Seremos implacáveis com adversários e com aliados que acharem que podem continuar se utilizando do dinheiro público para ficar ricos." De novo, pergunto: "E para petistas, correligionários, nada, companheiro?"
Pois são petistas que agora estamos vendo enrolados, com rabo preso, parecendo que meteram a mão na cumbuca, coisa de macaco novo. Com os petistas, o companheiro Lula continua camarada. Lula não sabe o que está rolando ou não acredita no que está acontecendo? Ou será que o companheiro acredita que o povo continuará acreditando nele? Resta saber até quando.
Escrito por Simão Pedro às 12h50
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Esses moços, pobres moços ...
Acusados e acuados, os petistas têm tentado desqualificar o amigo, aliado Bob Jefferson. Em vão, até agora. Alguns, mais sábios, sumiram das TVS e dos rádios. Onde andará Mercadante? Para onde foi Zé Dirceu? Zé parece que saiu do Planalto para a "planície do ostracismo" Outros, menos experientes ou de mais bravata, tentam enfrentar aquele que corre o risco de se tornar o novo herói brasileiro, o "Pedro Collor" nos tempos do governo Lula. Bob chega, dá nomes, locais, dias. Mas os petistas dizem que Bob mente. Nada sabem, negam que conheçam, que viram, que foram , que voltaram, que assinaram, que leram. Negam tudo. E depois, pegos na mentira, petistas saem com desculpas esfarrapadas, como a do outro Zé, o Genoíno, ontem. Bob Jefferson, que merecia um cheque em branco de Lula, apareceu na semana passada para depor com marcas roxas, ferido no rosto. Teria se machucado buscando discos de Lupicínio Rodrigues no alto de um armário.
Imagino que Bob, cantor novo mas velho político, só pudesse estar buscando um disco que trazia uma música famosa de Lupicínio, que diz:
"Esses moços, pobres moços, Ah se soubessem o que sei."
E tem mais na letra, muito sugestivo:
Por meus olhos [...] Por meu sangue tudo enfim É que eu peço a esses moços Que acreditem em mim
A letra de "Esses moços, pobre moços" está em http://www.lupicinio-rodrigues.esses-mocos.buscaletras.com.br/.
Escrito por Simão Pedro às 12h27
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Escreveu, não leu, o pau comeu!
Pego com a boca na botija, Genoíno, o presidente do auto-proclamado "partido dos éticos", que vai afundando na lama que assola o Planalto Central, saiu-se com a de que não leu o que assinou, como se isso pudesse isentá-lo de responsabilidade e de tirar-lhe a culpa nas falcatruas. E fico a imaginar como alguém assina, como avalista, um "papagaio" de 2,4 milhões sem sequer ler. Só alguém genuinamente ingênuo para acreditar nisso.
"Assinei empréstimo de R$ 2,4 mi sem ler contrato", diz Genoino
"O presidente do PT, José Genoino, disse neste sábado que assinou, sem ler, o contrato para o empréstimo de R$ 2,4 milhões com o banco mineiro BMG, em 2003. Um dos avalistas é o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza - cujas empresas de propaganda atuam junto a estatais e já faturaram mais de R$ 140 milhões em contratos de prestação de serviço."
Matéria da Folha Online [http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u70180.shtml]
Escrito por Simão Pedro às 12h15
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Pega ladrão, grita o ladrão
A cada nova denúncia envolvendo membros do PT ou
seus aliados, os petistas vêm logo com "No governo FHC teve isso, blá blá
blá". Sai uma CPI para apurar fatos denunciados por Bob Jefferson, o credor
da confiança de Lula, e os parlamentares do PT ameaçam criar uma CPI para
apurar coisas do tempo do governo FHC. Saiu a CPI dos bingos, para apurar
denúncias que envolvem um ex-assessor de José Dirceu na Casa
Civil, e Lula até anulou MP para destrancar a pauta de forma a permitir uma
CPI da anunciada compra de votos no governo FHC. Tudo isso me lembra aquela
história do ladrão que quando perseguido aos gritos de "Pega,
pega", corre pela rua gritando "Pega ladrão" na tentativa de se
safar.
Escrito por Simão Pedro às 01h23
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"A discordância é um sinal de que o progresso está em andamento".
[Sandra Day O'Connor, primeira mulher a integrar a Suprema Corte dos EUA]
Escrito por Simão Pedro às 01h14
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