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Lucidez, para ver que não é anjo
José Eduardo Dutra, petista , então presidente da Petrobrás, se mostra lúcido numa entrevista à Folha de São Paulo, ontem [matéria]. Enxerga o que o companheiro Lula não quer ver ou finge que não vê. Os petistas se achavam as próprias freiras num bordel. Mas o tempo se encarregou de colocar as coisas em seus devidos lugares. E com isso desencanto. O PT acabou se revelando a cafetina, a dona do bordel. Comprando votos, desejos e vontades, alguns petistas se mostraram piores que muitas das proststutas desse imenso bordel da política brasileira.
Folha - Como o sr. enxerga a crise atual do PT?
Dutra - Muito preocupante. Estou muito angustiado com essa situação. Todos os petistas estão angustiados. A única música que me vem a mente é a do Cazuza, "O meu partido é um coração partido". Mas eu acredito que o partido vá superar isso. Na história da esquerda do mundo, você teve, em diversas ocasiões, partidos que afundaram e depois se reergueram. [...] Se for necessário, a base do partido vai atropelar a direção e mudar tudo. Neste momento, há responsabilidades maiores. O Campo Majoritário tem que assumir que é sua a maior responsabilidade. Quer dizer, nós, do Campo Majoritário. Eu acho que este até um nome bastante arrogante, que deveria mudar. O que a gente está vendo é que assuntos de muita gravidade, de muita importância para a realidade do partido não foram tratados de forma coletiva. Será que isso vai ser fatal para o PT? Nós estamos passando por essa situação difícil, muito por causa da nossa arrogância. O Brizola tinha uma certa razão quando chamava a gente de "UDN de macacão". O PT adotava uma postura de ser o dono da verdade, de ser moralista, de ser o dono da ética, de ter o monopólio da ética, e, em função disso, antes da crise, um percentual significativo da população entendia que o PT era um partido diferente. Na medida que o PT perde isso, o partido perde muito mais que os outros partidos. Isso vai ser muito doloroso para o PT. Hoje, uma parcela expressiva da população já acha que o PT é um partido pior que os outros. É um sentimento de decepção. O PT vai ter que trabalhar muito para juntar esses cacos.
Escrito por Simão Pedro às 15h23
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No jogo da corrupção
Para Lula, que adora analogias e metáforas futebolísticas, o título da coluna de Zé SAimão, na Folha hoje, é perfeito. Caixa 2 X Fome 0.
A foto é de http://infordesporto.sapo.pt
Escrito por Simão Pedro às 14h56
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Qual elite, cara pálida?
Ontem, no que teria sido seu discurso mais incisivo desde o início do escândalo do “mensalão”, Lula disse ontem que a elite brasileira não o fará baixar a cabeça. Lula continuaria embarcado na idéia estaparfúrdia de Delúvio Soares, seu companheiro, adotou ante de se atolar de que são as elites que se organizam para derrubar Lula? Não posso crer que Lula acredite de verdade que isso seja verdade. Acho que além de ouvir muito o Delúbio "Não-contabalbilizado" Soares, Lula andou conversando demais com Hugo Chaves. Lula deve saber que o que diz não é verdade. Se crê no que fala, demonstra que nada sabe sobre o que ocorre, mostra-se como ignorante. Se existe alguma elite derrubando Lula, é a do seu próprio partido. Foram eles que se venderam por 30 dinheiros ou mais. Ou Delúbio, Silvinho, Zé Dirceu, Zé Genoíno, João Paulo não seriam ao menos parte da elite do PT? O que pode derrubar Lula são os corruPTOs que se revelam no seu partido, nesse escândalo criado na própria base de sustentação (sic) do Governo. O que as elites e oposiçao fizeram até agora foi blindar Lula. E o resultado disso surgiu nas pesquisas. Lula precisa se lembrar que o pior cego é o que não que ver.
Escrito por Simão Pedro às 14h55
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Prepes - começar de novo
Hoje começo o trabalho com um nova turma de Orientação/Supervisão Pedagógica, no 39o. PREPES. Os alunos e alunas ainda não chegaram. Espero por aqueles que serão parceiros por 4 dias numa jornada num mundo da informática na educação. Oxalá possamos fazer um bom trabalho. Por enquanto, o laboratório 9 do Instituto de Informática da PUC Minas está vazio. Eu, desde cedo, preparo máquinas para as tarefas.
Escrito por Simão Pedro às 08h19
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Abraços da morte
Roberto Jefferson, "neo-companheiro", gritou na TV para Zé Dirceu que ele, Delúbio "Não-contabilizado" Soares e Sílvio "Land Rover" Pereira sentariam na mesma cadeira de reú, de investigado em que estava. Bob, que não queria ir sozinho para a guilhotina, jogou a praga. E ela pegou. Agora só falta Zé Dirceu naquela cadeira. João Paulo Cunha, companheiro que presidiu a Câmara, pego com a mão [da esposa] na cumbuca e agora com o mandato ameaçado, segundo a Folha [ver notícia] tem repetido: "Não vou cair sozinho". O PT da Câmara. informa a Folha [ver notícia], declarou guerra ao presidente da CPI dos Correios, o companheiro Delcídio Amaral, por ter admitido a existência do "mensalão". E prometem revirar o baú para buscar fatos contra o "companheiro". Corre uma versão de que integrantes da cúpula do PT teriam procurado a oposição para um acordo - entregariam João Paulo e Zé Dirceu para a cassação, o caso arrefeceria e o governo Lula voltaria ao controle do cenário político. Um político - acho que Roberto Brant, que não é companheiro mas nesse rola de agora precisa explicar dinheiro que recebeu do "Mensaleiro" do Rei, Marcos Valério - disse que o pessoal do PT "tem alma de guerrilheiro e não vai em bando, como carneirinho, para o matadouro. Se é para morrer, morre atirando". Mas pelo visto até agora, dessa turma só sai "fogo amigo". Podem ir para o inferno, mas vão em bando, levando muitos companheiros da base para verem o Capeta face-a-face. Não devem ir de Land Rover, pois é muita gente para pouco espaço. Mas vão para o cadafalso juntos, abraçados, ainda que seja na base de um arrastando o outro.
Escrito por Simão Pedro às 11h22
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Avalisando
Com os avais, por aqui e por ali, políticos do Brasil vão construindo mais um capítulo sujo de nossa história, vão endossando falcatruas, maracutaias. Há algum tempo atrás, Lula disse, em público, que daria uma cheque em branco para Roberto Jefferson. Quem poderia dar aval maior do que esse? Deu no que deu. "Marcos Valores", o "mensaleiro do rei" , avalisou o PT, junto com o Zé Ingenuíno. O aval ficou escondido até quando não deu mais. E deu no que deu. Lula, em entrevista exclusiva para a Globo, no último domingo, deu seu aval ao que "Dílúvio Nosares" fez. Em outras palavras, o companheiro presidente, que se colocou há pouco como o homem mais ético do Brasil, endossou o Caixa 2 de campanhas do PT. Resta saber no que vai dar.
Já que falo em aval, vale ler o artigo "Procuro um avalista", de Stephen Kanitz, disponível em http://www.kanitz.com.br/veja/avalista.asp. A imagem é do site de Kanitz.
Escrito por Simão Pedro às 11h16
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Construindo uma estória -Parte 1
Era uma vez, num reino muito distante, um trabalhador que queria ser rei. Octopus da Silva era seu nome. Octopus achava que podia fazer de Orabutã um reino muito melhor. Desde que fora inventado, o reino vinha sendo comandado por políticos que, dizia Octopus, eram picaretas, desonestos. Para Octopus, as pessoas que comandavam o reino só pensavam em si. Tudo o que faziam era para beneficiar a si mesmos ou a seus amigos, inclusive de outros reinos, e prejudicar o povo sofrido de Araucária. Foi por isso que Octopus, com todos os seus braços - não faltava um sequer, apesar de ter lutado muito -, abraçou a política. Estava convencido de que esse era o caminho para ajudar o povo de Orabutã a ter uma vida melhora, com muita comida na mesa, emprego garantido para todos, aposentadoria decente. Octopus seria a mudança, prometera a si mesmo e passou a prometer ao povo de Orabutã. Seus companheiros também acreditaram que ele devia ser rei, era o único capaz de mudar o reino. E todos resolveram ajudar. Até alguns que antes não andavam de braços dados com o povo, abraçaram a causa de Octopus. Ele era a esperança, a única. Era ele ou o caos. Mas para ser rei Octopus tinha que ser escolhido pelo povo nas eleições. Mas as campanhas custavam muito caras. O grupo de Octopus tinha poucos recursos. Octopus da Silva e seus colegas sabiam que outros políticos usavam maracatuais - essa era uma palavra muito usada por um presidente de um país muito distante de Orabutã - para conseguir dinheiro para suas campanhas nas eleições. Mas Octopus e seu grupo não poderiam entrar numa dessa. Afinal de contas, há anos clamavam contra a corrupção, eram éticos num reino onde ética era mercadoria escassa. Mas aí, sem ninguém saber - nem Octopus da Silva - o gerente finaceiro do partido, Dilúvio Nosares, resolveu que isso era com ele. Ele conseguiria todo o dinheiro necessário para levar Octopus ao trono. Dilúvio articulou-se com um empresário desconhecido em Orabutã, Markos Valores. Juntos, conseguiriam todo o dinheiro que precisavam para levar Octopus ao trono de Orabutã. Mas não contaram isso para Octopus, nem para seus companheiros. E o virtual, o dinheiro que circulava em Orabutã, começou a jorrar, sem que Octopus e os companheiros se preocupassem com isso, sem que indagassem de onde vinha tanto dinheiro.
[Continua]
Escrito por Simão Pedro às 11h03
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Software livre entra em compasso de espera
A adoção de software livre pelos órgãos do governo federal poderá demorar mais do que os dois anos previstos inicialmente caso a verba de 200 milhões de reais estimada para o programa não seja liberada. De acordo com Sérgio Amadeu, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), caso seja confirmada a não aprovação do Ministério do Planejamento sobre a verba solicitada, a migração dos sistemas proprietários para o código aberto terá um ritmo mais lento.
A declaração vem dias após a imprensa nacional publicar informações de que o Ministério do Planejamento reduziria em um quarto a verba solicitada, para 50 milhões de reais. "Conversei ontem [quarta-feira 20/07] com o secretário executivo do ministério do Planejamento, Nelson Machado, e ele disse que não sabia de nada referente a essa redução. Esperamos agora uma definição", disse. O plano de migração para software livre foi liderado por Sérgio Amadeu e apresentado a uma comissão técnica encarregada de analisar a viabilidade prática e financeira do projeto. "O investimento de 200 milhões de reais seria previsto para dois anos e traria retorno do mesmo valor já no ano seguinte à migração, decorrente da economia com licenças dos softwares proprietários. Caso sejam aprovados os 50 milhões de reais, o ritmo de implantação será reduzido", explicou. Ainda de acordo com Amadeu, os investimentos dizem respeito - além da substituição dos programas - ao treinamento de técnicos capazes de fazer o suporte ao software e a capacitação dos usuários. Questionado sobre uma eventual alteração na política de software livre no governo federal com a saída de José Dirceu da Casa Civil, o diretor do ITI foi enfático. "Não houve alteração com a saída do ministro". Amadeu declarou ainda que acredita que a definição sobre a verba para o programa de software livre seja divulgada até o final deste mês. Assim que aprovada, será incluída no Plano Plurianual de Ações (PPA) para ser prevista no orçamento do ano que vem. Novo cargo Nelson Machado que coordenava as discussões com Amadeu não deverá mais atuar na avaliação do projeto de migração para software livre. Isso porque na tarde desta quinta-feira (21/07) o executivo assume como novo ministro da Previdência Social. Machado irá substituir o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que estava no cargo desde 22 de março deste ano. O novo ministro atuava como secretário executivo desde o início do governo Lula e assumiu interinamente o Ministério do Planejamento quando Guido Mantega assumiu a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
fonte: IDG Now!
Escrito por Simão Pedro às 15h04
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Povo desinformado
Uma recente pesquisa do IBOPE mostrou que, de certa forma, a coisa não está tão preta para Lula apesar da crise que abate seu partido e seu governo. Mas a pesquisa também revela o grau de desinformação do povo brasileiro. Segundo a pesquisa, 65% dos entrevistados acham que Roberto Jefferson está envolvido na corrupção que é manchete nos jornais todo dia. Ora bolas. O próprio deputado confessou, na TV e nos jornais, que estava envolvido nessa maracutaia. Uso a palavra que era uma das preferidas de Lula para se referir a coisas de outros governos e partidos.
Só posso concluir que 35% dos entrevistados são desinformados, nada sabem sobre o que rola e enrola muita gente em Brasília e outros cantos da Terra Brasilis. Ou será que 35% dos entrevistados ainda acham que Robeerto Jefferson não está envolvido em corrupção, apesar do que ele próprio afirmou? Por isso, os índices positivos com relação a Lula nessa pesquisa devem ser vistos com ressalvas. Principalmente por petistas que ainda acham que ele sairá limpo e liso desse enorme "imbróglio" que envolve seu partido e gente de seu governo e que sua reeleição está garantida. É bom colocarem as barbas [diziam que isso é coisa típica de petista] de molho, companheiros.
As fotos foram obtidas no site do IBOPE e do NetEconomie.
Escrito por Simão Pedro às 11h44
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Verdade, mentiras, verdade, mentiraaaa.
Lula, direto de Paris para o Jornal Nacional, numa entrevista bem armada pela Globo, disse que o problema da pessoa que fala uma mentira é que depois ela passa o resto da vida a dizer outras mentiras para explicar a primeira. É pena que o companheiro-presidente só tenha alertado para isso depois que petistas disseram um monte de mentiras após as denúncias de Bon Jefferson, que aliás anda sumido.
Ao sair na imprensa que sua esposa estivera na agora mais famosa agência bancária do Brasil, a do Banco Rural em Brasília, João Paulo Cunha, petista e ex-presidente da Câmara, veio com a história de que ela fora ali para resolver um problema de pagamento de TV a cabo. Agora a CPI revela que na verdade a Senhora Cunha foi ali buscar R$ 50 mil. Ontem, pego na mentira, João Paulo aassumiu: "Há uns 20 dias tinham me falado que não iria aparecer nada. Que o saque era único e muito pequeno. Por isso eu havia mandado aquela explicação [sobre pagamento de contas de TV a cabo]. Foi um erro, pois agora veio essa surpresa para mim". È o que está na notícia da Folha hoje. Para mim, o cpmpanheiro consegue piorar a coisa com o que agora diz. Já que era pouco dinheiro, qualquer desculpa esfarrapada servia? Seria essa a "lógica"? Se a bolada for pequena, os jornais não revelamm, a CPOI esquece e o povo engole? Um problema de boa parte dos nossos políticos é que eles crêem que o povo brasileiro é 100% idiota. Tem gente idiota sim. As últimas pesquisas CNT/Sensus e IBOPE mostram isso. Mas não são todos. E esses que não são idiotas terão que assumir logo o papel de formadores de opinião. Ou então o Brasil vai continuar sendo uma droga de país por conta do voto majoritário de um povo desinformado e enganado.
Escrito por Simão Pedro às 11h34
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Fim do mundo
O "Macaco" Simão, na Folha, hoje, chama a atenção para mudanças que estão ocorrendo no Brasil. E, para ele, é o fim do mundo.
A situação no Brasil agora está assim: deputado não pode mais receber "mensalão", os bispos não podem mais receber dízimo, empresário não pode mais pagar propina e petista não pode mais guardar dinheiro na cueca.
Escrito por Simão Pedro às 18h40
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Cony - Deputado e testemunha
A coluna de COny no jornal Folha de São Paulo traz o que seria um delírio ou o produto da fértil imaginação de um escritor. Realmente a cokluna é de um escritor de mente fértil. Mas é só ver uma sessão da CPI dos Correios para saber de onde veio a inspiração para Cony.
Tem a palavra o nobre deputado João Pederneiras Trancoso, que disporá de dez minutos para inquirir a testemunha. "Senhor presidente, senhoras deputadas e senhores deputados. Não é possível continuarmos assim, com a pátria enxovalhada, a corrupção imperando em todos os setores da administração pública, os lobistas que nos atacam diariamente, aqui mesmo, na casa do Congresso, as obras superfaturadas, a dinheirama em espécie que rola, em cédulas de cem e de 50, estalando de novas, conservando ainda as etiquetas dos bancos de onde foi criminosamente retirada. "Tenho um depoimento pessoal a dar, senhor presidente, senhores deputados e senhoras deputadas, a todos, aos profissionais da mídia aqui presentes e àqueles que estão acompanhando os trabalhos desta comissão. Em dias do ano passado, fui procurado por um cidadão, aqui mesmo, senhor presidente, no recinto sagrado desta casa do povo. Um cidadão bem vestido, bem falante, que se dizia amigo próximo do ministro Percival Sabóia de Menezes e Silva e parente afastado do desembargador João Pontano Ghiardini. "Pasmem, senhoras deputadas e senhores deputados! Este cidadão trouxe-me a proposta de um grupo holandês interessado em canalizar o rio Amazonas e seus afluentes, a fim de proteger tão preciosas águas da poluição ambiental dos turistas que infestam aquela região que todos os brasileiros desejam intocável. Recusei de pronto, senhor presidente. Minha conduta sempre pautada pela ética, não podia aceitar o absurdo de ter o Amazonas canalizado por um grupo estrangeiro interessado em solapar a nossa soberania. "Dando seguimento à minha pergunta, solicito que a testemunha diga, com franqueza, diante da nação que nos fiscaliza, se ele reside mesmo... (consulta um papel) ...em Piracicaba, rua Tenente Dias do Couto, 146?" Testemunha: "Sim, é verdade. Mas permito-me acrescentar um detalhe. Moro na rua Tenente Dias do Couto, 146, fundos".
Escrito por Simão Pedro às 18h34
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Velho, mas não antigo

Hoje tive um contacto com os alunos da 1a turma do Mestrado em Ensino da PUC Minas. Fui até eles a convite da profa Agnela Giusta, coordenadora do Curso. Ela queria que eles me conhecessem, já que tinham ouvido falar de mim como uma da cabeças do projeto do curso. Na conversa, fazendo uma retomada da minha história na PUC Minas, onde estou há 32 anos, me coloquei a eles como um velho. Mas fiz questão de dizer que não sou antigo. Acho que essa é a grande diferença. Envelheço a cada dia. Mas me recuso a abraçar a antiguidade, ao menos a minha.
Escrito por Simão Pedro às 16h08
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Veja Tecnologia
A Revista Veja trouxe, nesta semana, uma edição especial sobre tecnologia. Tem o título "Eles chegaram". É a Edição Especial no. 46, ja à venda nas bancas e enviada para os assinantes junto com a Edição 1914 de Revista. Apesar dos futurólogos, com seus exercícios que são mais "chutologia" dos quais definitivamente não gosto, vale a pena ler a Edição. Acho que é uma boa leitura inclusive para professores. Afinal de contas, nós, professores, não deveremos preparar nossos alunos para um mundo de tecnologia. É bobagem achar que vamos prepará-los para um futuro permeado ou infiltrado por tecnologias de informação e comunicação. Nós já os estamos educando, estamos formando-os num mundo imerso em tecnologia, um mundo "high-tech". È tempo também de nós, professores, adotarmos "high toughts". Só assim poderemos fazer a diferença que só os professores podem fazer.
Escrito por Simão Pedro às 15h53
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Sofismas
Delúbio Soares é professor de Matemática mas se revela, num show de cinismo, o campeão dos sofismas. Para ele, o dinheiro que entrou "por debaixo dos panos" nas campanhas do PT é "contribuição não-contablizada". Para qualquer outra pessoa é Caixa 2. Hoje, ao depor na CPI, foi apertado pelas "diferenças" entre o que declarou na PF e depois na PGR. Chamou-as de contraste. Foi a palavra que adotou para mentira, pois, com, certeza, em algum lugar ele mentiu, quando disse A num lugar e Z em outro. Valei-me meu Bom Deus. Afinal de contas, eu - como a maioria das pessoas neste imenso Brasil - não sou tão idiota quanto alguns petistas querem fazer crer.
Escrito por Simão Pedro às 15h01
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Patologia
O Planalto Central vem sendo invadido por um mar de lama, "made by PT". Mas aquela região parece estar se transformando ainda na capital brasileira da Patologia, embora os patos mesmos sejam oa brasileiros honestos que pagam toda essa roubalheira que está sendo revelada. É só assistir as sessões da CPI dos Correios para constatar as epidemias que assolam Brasília. Nos depoimentos e em muitas entrevistas é uma sucessão infindável de "Não vi", "Não ouvi", "Me esqueci". É um festival de cegueira, surdez e amnésia. E algumas dessas patologias são de nascença: "Nunca vi", "Nunca ouvi". Será que o Ministério da Saúde, com seu recém-empossado Ministro, e o SUS não poderiam dar um jeito? Ou será que para isso, como para o Governo Lula, não existe mais remédio?
Escrito por Simão Pedro às 22h34
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Frases eternas
A Igrega Universal do Reino de Deus, do Bispo Edir Macedo, há muito é fonte de inspiração para frases adaptadas de ditos que ficaram na história. "Pequenas igrejas, grandes negócios" é antiga, de muito antes da Igreja do Bispo virar uma gigante da "fé-nanceira". "Templo é dinheiro" também foi inspirada nos negócios do Bispo Macedo. Os recentes episódios, com deputados bispos e pastores sendo pegos com malas que levam milhões, sugerem nova frase: "Há malas que vêm para bem".
Escrito por Simão Pedro às 22h16
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Piada pronta

Como diz Zé Simão, colunista de humor da Folha de São Paulo, o Brasil é o país da piada pronta. Jacinto Lamas é uma das pessoas autorizadas a fazerem saques das contas da SMPB, no escândalo do "Mensalão". Vai se revelando um mar de lamas nessa história. E todo mundo está sentindo. Alguns, de bem, sentem mal, pelo que ocorre. Outros, atolados no caso, já sentem que se deram mal.
A imagem é de http://bloodbankers.typepad.com.
Escrito por Simão Pedro às 21h53
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Armação ilimitada
Marcos "Avalério" e Delúbio Soares se encontraram em Belo Horizonte na segunda-feira da semana passada.
Na quinta o avalista do PT foi ao Procurador Geral da República e contou uma nova história para explicar a montanha de dinheiro que passou ao PT. No dia seguinte, Delúbio fez o mesmo. E disse que foi tudo coincidência. No mesmo dia, antes de Delúbio estar com o Procurador, em Paris Lula concedeu uma entrevista exclusiva a uma "jornalista". E tocou em assuntos como sobre erros da direção do PT, caixa 2 em eleição. Nova coincidência? E, mais uma vez, declarou que de nada sabia, se mostrava um alienado. O horário no qual a entrevista de Lula foi gravada sugere que o presidente sabia o que Delúbio falaria algumas horas depois. Claramente Lula sabia o que Marcos "Avalério" e Delúbio Soares diriam nas entrevistas exclusivas que a Rede Globo mostrou na sexta e no sábado à noite e fez defesa prévia. Pelo visto, a rede de televisão que, segundo Roberto Jefferson, o ex-ministro José Dirceu disse que controlava, ajudou no que parece ser uma grande "armação ilimitada" que se monta para blindar Lula e salvar seu governo. Mas a "Vênus Platinada" parece ter errado no "timing". Agora só restar esperar que o povo não perceba o erro ou que acredite que tudo é a verdade e uma enorme coincidência. E, é sempre bom lembrar, na entrevista Lula alertou para que, quando alguém diz uma mentira, passa a vida criando novas mentiras para explicar aquela primeira.
Escrito por Simão Pedro às 10h08
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Eu, leitor, na Folha de São Paulo
 Hoje, estou, de novo, no Painel do Leitor da Folha.
Operação Uruguai "A armação que Delúbio Soares e Marcos Valério estão tentando para poupar petistas e, quem sabe, até Lula, está sendo chamada de nova Operação Uruguai. Mas é pouco. Pelo volume dos valores envolvidos, o que o tesoureiro licenciado do PT e o avalista tentam montar deveria ser chamado de Operação Mercosul." Simão Pedro Marinho (Belo Horizonte, MG)
Escrito por Simão Pedro às 10h23
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Escola e desafio

Penso que um dos maiores desafios da nossa escola da educacao básica, hoje em dia, é fazer com que o livro se transforme de um objeto de deveres em um objeto de desejos.
Escrito por Simão Pedro às 10h16
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Brasil campeão

O nosso vôlei feminino, que nos fez uma surpresa nada agradável nas Olímpiadas de Atenas, brilhou nessa madrugada. Nem fiquei sabendo em que lugar ficaram as atuais campeãs olímpicas. Deve ter sido 3o. O que importa é que o Brasil ficou, pela quinta vez no Grand Prix, no alto do pódio. Parabéns, meninas.
A foto é do UOL.
Escrito por Simão Pedro às 10h13
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Campanha estranha

Segundo Delúbio Soares, tesoureiro licenciado do PT, todas as campanhas do partido tiveram "dinheiro não-contabilizado", seu sofisma para Caixa 2. Menos uma. Exatamente a que levou Lula à Presidência da República. Muita coincidência! Ou seria mera conveniência para blindar o companheiro quando um escândalo de dimensões gigantescas envolve o PT?
Matéria da Folha em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1707200516.htm.
Escrito por Simão Pedro às 10h17
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Operação Mercosul
A armação que Delúbio e Marcos Valério estão
tentando fazer para poupar petistas e, quem sabe, até Lula, está sendo
chamada de nova "Operação Uruguai". A maracutaia de Collor e PC,
para justificar dinheiro sem origem comprovada que entrou na campanha de
89, envolvia meros USS$ 3,7 milhões. O suposto empréstimo do
PT equivale, pela cotação de sexta-feira, a mais de US$ 16
milhões. Operação Uruguai é pouco. Pelos valores envolvidos, o que o
tesoureiro licenciado do PT e o "publicitário" tentam montar deveria
ser chamada de "Operação Mercosul".
Escrito por Simão Pedro às 10h10
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