Netizen


MenPTiras

Da Folha, hoje, mostrando como os petistas não têm mais pudor ou limite no afã de safar o partido das acusações de corrupção. O jogo dos petistas é simples e, para mim, burro: mostrar que políticos de outros partidos também são sujos. Ou seja, como não há mais jeito de mostrar-se como partido da lisura, da ética, da honestidade, resta ao PT mostrar que não é o reduto dos únicos bandidos.
E, para isso, parecem criar novas bandidagens, criam novas mentiras.

O conjunto de papéis sem autenticação conhecido como "lista de Furnas" é cheio de erros factuais, tem inconsistências técnicas (mesmo para uma fotocópia) e só poderá algum dia ter sua veracidade avaliada se o original aparecer -o que hoje é uma aposta incerta.
A "lista de Furnas" é composta por cinco folhas de papel. São supostamente fotocópias de uma fotocópia que havia sido tirada e autenticada em cartório, no Rio de Janeiro, a partir de um documento original. Está à disposição na internet desde o final do ano passado, em sites de pessoas que são simpatizantes do PT.
Estão citados nas cinco folhas 156 políticos de 12 partidos políticos (PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, Prona, PRTB, PSB, PSC, PSDB e PTB). Todos teriam recebido dinheiro de um esquema de caixa dois montado a partir da estatal federal de energia Furnas. Parte dos citados já veio a público para negar a informação.
O valor total das supostas doações é de R$ 39,665 milhões. Teriam sido efetuadas nas eleições de 2002. A data no final do papel é 30 de novembro de 2002. A autenticação da fotocópia, porém, deu-se só em 22 de setembro de 2005.
Até agora, só o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), cassado em 2005, admitiu como verdadeira a informação contida sobre ele: a de que recebeu R$ 75 mil por intermédio de Dimas Fabiano Toledo, um ex-diretor de Furnas.
Dimas já emitiu nota e nega o conteúdo e a autoria do documento -sua assinatura está no papel, com a autenticação "por semelhança" obtida em cartório. Embora o papel seja de 2002, a autenticação que consta para a assinatura do ex-diretor de Furnas foi obtida num cartório do Rio só em 5 de agosto do ano passado.

Origem
A primeira dúvida sobre a "lista de Furnas" é com relação ao fato de o suposto documento original nunca ter aparecido. As fotocópias disponíveis na internet são derivadas parcialmente de uma iniciativa do professor aposentado Luiz Fernando Carceroni, 58, de Minas Gerais. Ele é filiado ao PT desde 1980, quando ajudou a fundar a seção mineira da sigla.
"[Foi] o deputado estadual Rogério Correia, aqui do PT de Minas, quem me passou o papel. Ele disse ter visto o original. Escaneei os papéis e comecei a mandar para amigos e jornalistas. Fiz a minha obrigação, pois também representei para o Ministério Público, para a Polícia Federal e para a Controladoria-Geral da União", disse Carceroni.
Segundo o petista, que vive em Belo Horizonte, o deputado Rogério Correia teria recebido a fotocópia de Nilton Monteiro, um lobista que seria o detentor do suposto documento original. Monteiro não admite em público ter esse papel em seu poder.
Rogério Correia, 47, segundo-vice-presidente da Assembléia mineira, confirma a história. "Vi o original em novembro. O Nilton me mostrou", diz. Qual era a cor da suposta assinatura de Dimas Toledo no original? "Difícil lembrar", responde o deputado.
Ao ver o papel dito original, foi possível notar se a assinatura estava escrita a caneta, deixando marcas no papel ou se poderia ter sido impressa eletronicamente? "Não posso afirmar nada sobre isso também. Seria necessário periciar", responde Correia. Onde está o original? "O Nilton diz que não tem mais. Diz que deu para um advogado, que já morreu
."

 



Escrito por Simão Pedro às 10h20
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A tecnologia e as promessas

Seremos mais felizes

CARLOS HEITOR CONY

Não acompanho as peripécias dos foros por aí realizados, um em Davos, na Suíça, outro em Caracas, mais ou menos perto aqui de casa. São eventos distintos geográfica e ideologicamente, mas terminam no mesmo resultado: palavras, palavras, palavras, com direito a fotos.
Mesmo assim, li em algum lugar que dois cobras se declararam confiantes no futuro da humanidade. Thomas Friedman, jornalista premiadíssimo do jornal "The New York Times", e Bill Gates, que não precisa de prêmios para ser o que é, acreditam que a tecnologia dará toda a cota de felicidade e bem-estar que merecemos ou que nos é devida.
Ainda bem que há gente categorizada que pensa assim. O Dr. Pangloss, personagem de Voltaire, pensava mais ou menos a mesma coisa, mas com um adendo indispensável: o melhor dos mundos "possíveis".
Aí está a coisa: a possibilidade de tudo de bom que pode nos acontecer, desmentida a cada dia por tudo que realmente nos acontece. Quanto à tecnologia, caio de joelhos diante dela, não para adorá-la (não adoro nem a Deus, adoro apenas certas mulheres), mas para expressar o meu assombro. Lembro que fiquei pasmo quando vi, na estante de um supermercado, o primeiro peru já temperado e com um termômetro enfiado no peito para apitar na hora em que estiver pronto dentro do forno. Maravilha tecnológica indiscutível. Sim, podemos ser felizes e o futuro será melhor ainda.
Já falei, em crônica passada, naquela pequena alavanca que ajuda a abrir latas de graxa para sapatos. Era um custo abri-las apenas com a força dos dedos. Depois da roda, a maior conquista da humanidade foi a alavanca com a qual Arquimedes garantiu que suspenderia o mundo (não sei para quê).
Li também em algum lugar que inventaram um robô capaz de muitas coisas, inclusive de trocar cuecas sem necessidade de tirar as calças. Uma façanha além da imaginação e da necessidade.

[Coluna publicada no Jornal Folha de São Paulo em 31.01.2006]



Escrito por Simão Pedro às 08h30
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seminário "Mídia, Escola e Família – Interfaces para a mudança"

O Vicariato Episcopal para Comunicação e Cultura da Arquidiocese de Belo Horizonte está organizando o seminário "Mídia, Escola e Família – Interfaces para a mudança".
O evento será realizado no período de 15 a 18 de março de 2006, no GranDarrell Minas Hotel em Belo Horizonte (MG) e incluirá palestras e mesas-redondas que abordarão questões como "Que influência tem a Mídia e a indústria cultural nas formas de pensar e agir das pessoas?", Quem comanda a Mídia?", "Como andam as relações escola e família?", "A Família deve determinar o que a Escola oferece?", "A Escola sozinha é um porto seguro e garantia de sucesso e felicidade do indivíduo?", "Que caminhos a Família e a Escola devem seguir para formar espectadores críticos e consumidores racionais?".
Personalidades e especialistas de todo o Brasil estão sendo convidados para o evento.
Além das palestras e mesas-redondas, acontecerão também Oficinas de Capacitação para estudantes, professores e diretores de escolas nas áreas de comunicação, gestão educacional, responsabilidade social e cultura.  
A convite dos organizadores, no dia 18/março eu estarei oferecendo uma oficina no tema "Internet, para não ser uma faca de dois gumes". A oficina se destina a professores da educação básica.
Haverá, ainda, mostras de trabalhos e de experiências educacionais positivas e exibição de filmes ligados à temática do evento, em salas de cinema da capital mineira.
Interessados em participar do Seminário deverão fazer sua inscrição junto à Posgrado, encarregada da sua organização, através do telefone (31) 3261-5864.


Escrito por Simão Pedro às 10h58
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Essa a Folha não publicou

José do SarneyMuito feliz a coincidência das colunas de Eliane Cantanhêde e de Zé do Sarney, na última sexta-feira.
Lado a lado, tratavam, de alguma forma, do mesmo tema, ainda que em parte: a verticalização nas eleições. Ou melhor, seu fim.
Eliane, sempre lúcida, comenta a imoralidade que potencializa a derrubada da verticalização, tramada, entre outros, por Zé do Sarney.
Zé do Sarney, ao lado, alega que a verticalização só serviu para criar todas as infidelidades.
Zé do Sarney, um ex-presidente que não deixou qualquer saudade, sabe de fato sobre fidelidade, pode falar de cátedra sobre ela.
Pertence a um partido que é fiel a quem estiver no poder, não importa que partido seja, que sujeito seja.
Embora maranhense, e fazendo política naquele estado onde reside e tem seu curral eleitoral, é senador pelo Amapá.
Zé do Sarney sempre se mostrou fiel a seus interesses. E apenas a eles.
Ao defender a derrubada da verticalização, Zé do Sarney, embora político dos mais antigos e viciados, com cheiro de mofo, se traveste de jovem moderno.
Como a juventude de hoje, que criou o "ficar" onde tudo pode ainda que por mais efêmero e descompromissado que seja, o que esse coronel do Norte quer é apenas uma coisa: não ter que se "casar", no civil e no religioso, com um partido, não ter que se comprometer.
Zé do Sarney quer apenas "ficar", aqui com um, ali com outro, para tirar
vantagem, pensando apenas em si.
O que interessa a Zé do Sarney é a sem-vergonhice política, hoje e aqui com alguém, ainda hoje e ali com outro. O que vale é que esteja no poder, onde jamais deveria ter chegado.
O que Zé do Sarney quer é apenas a sem-vergonhice, ainda que isso venha a representar uma sacanagem com o Brasil.
Resta saber quem quererá ficar com Zé do Sarney e a vergonha nacional que hoje representa a facção do PMDB sob seu comando e de Renan.
A bem do Brasil, espero que ninguém.


Escrito por Simão Pedro às 10h30
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