Netizen


De novo, a Folha não quis saber da minha carta ...

General Charles De Gaulle
Senhores
 
os deputados inocentados pelos colegas, no plenário, apesar dos pareceres do Conselho de Ética da Câmara, podem estar felizes, comemorando, rindo até dos resultados dos processos
de cassação.
Mas eles não podem esquecer que em outubro estarão sendo submetidos a um outro plenário, também com votação secreta.
Um plenário que poderá cassá-los por falta de decoro, falta de pudor, de vergonha, o que for.  
E estará nas mãos do povo a continuidade ou não do país da impunidade.
Ou o nosso Congresso é inteiramente renovado nas próximas eleições, ou o Brasil estará demonstrando, de forma inequívoca, que era verdade o que um general francês teria dito sobre o nosso país, que não seríamos sérios.
Agora depende apenas de nós, o povo, já que nossos representantes foram apenas capazes de votar segundo os seus interesses pessoais, por laços de amizade ou outras
razões que não o benefício da nação.
 
Atenciosamente,
Simão Pedro Marinho
 
A caricatura do General Charles De Gaulle é de Lutz Backes.


Escrito por Simão Pedro às 11h42
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Volta, Collor

Clóvis Rossi, hoje, na Folha de São Paulo.
Não gostei do título, pois esse nome me provoca arrepios. Mas o articulista deu show de novo.

jornalista Clóvis RossiA conspiração que Antonio Palocci fez para tentar desmoralizar o caseiro Francenildo Costa não tem similar. Envolveu uma das mais importantes instituições financeiras públicas, a Caixa Federal, no seu mais alto nível; envolveu o Gabinete de Segurança Institucional (o novo nome para o velho SNI da ditadura) no seu mais alto nível; envolveu o Ministério da Justiça e, por extensão, a Polícia Federal em nível bastante alto.
Repito: esse jogo só os Somozas da vida jogam. Só é possível em republiquetas nas quais se cria o caldo de cultura do abuso e da impunidade. Caldo de cultura afagado por Luiz Inácio Lula da Silva quando chama de "grande irmão" quem promoveu tão obscena conspiração.
É a conspiração premiada em vez da delação premiada. É o escrúpulo zero em vez do Fome Zero.
Mas não é tudo. O PT, de seu lado, brigou, com a prepotência de costume, não para inocentar-se na CPMI dos Correios, mas para que seus acusados fossem chamados de "bandidos". Sim, é isso. Queriam limitar os crimes cometidos a caixa dois, que, como disse o próprio ministro da Justiça do PT, é "coisa de bandido".
Quando um partido que enchia a boca para dizer-se dono exclusivo da ética não consegue lutar por algo mais do que ser chamado de "bandido", tem-se um estado avançado de putrefação.
Nesse ambiente podre, qual a surpresa no fato de a Câmara dos Deputados inocentar réu confesso de "bandidagem", ou seja, da prática de caixa dois, como aconteceu com o deputado João Paulo Cunha?

Os destaques são meus.



Escrito por Simão Pedro às 15h23
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Vudu de chuchu

Charge publicada na Folha, hoje.

Charge



Escrito por Simão Pedro às 14h54
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Jesus e a Internet

Jesus 

"Não se se Jesus tinha a Internet em mente quando disse a seus incrédulos discípulos que lançassem suas redes ao mar."

Claudio Giulodori, bispo italiano, ao anunciar a entrada da Igreja Católica na Internet, para atrair mais fiéis.
Publicado na revista "IstoÉ", em março de 2000.



Escrito por Simão Pedro às 14h53
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O solitário de Oz

O solitário de Oz


Escrito por Simão Pedro às 14h49
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Respostas que a Folha não publicou. Parte 1

A Folha, na última sexta-feira, trouxe seis perguntas sem respostas no caso Palocci X caseiro.

Partido dos TrabalhadoresPergunte a um deputado ou senador petista, ou ainda a um filiado ao PT e as respostas surgirão logo, sem problema.
 
1. Palloci e Mattoso se encontraram na tarde do dia 16/3, quando foi violado o sigilo do caseiro. O que eles discutiram sobre o caso?
 
Nada. A idéia deles era discutir o que Lula saberia sobre uma possível violação que nem violação era, pois se tratava de uso administrativo de informações financeiras. Como o presidente de nada sabe, nada havia a ser tratado.
 
2. Após o encontro vespertino, Mattoso solicitou que fosse acessada a conta de Francenildo. A iniciativa de violar o sigilo do caseiro partiu de Mattoso ou ele recebeu ordens?
 
LulaNenhuma das duas. Mattoso nada fez. Quem revelou o dinheiro que o caseiro tinha foi alguém da elite; só poderia ser coisa de gente quer derrubar Lula pois não admite um
operário chegar onde ele chegou. Queriam, ao final, dizer que Lula seria o pai biológico do caseiro, que o estava extorquindo para não revelar a paternidade. E que Okamoto,
é claro, pagou os R$ 25 mil que o caseiro pediu. Isso deve ser tudo coisa do Arthur Virgílio ou do José Agripino Maia.
 
3. Depois de dar a ordem para a violação, Mattoso foi jantar e recebeu telefonema de Palocci. Por que o então ministro ligou para o então presidente da CEF?
 
Apenas para sugerir a Mattoso que não pedisse o suflê caseiro de chuchu do restaurante, apesar de ser o menu da semana. Principalmente para acompanhar o prato lula no vinagre.
Segundo Palocci, são dois pratos muito indigestos.
 
Jorge Mattoso4. Como Mattoso ficou sabendo de movimentações atípicas na conta de Francenildo na CEF? Palocci ficou sabendo quando dessas movimentações?
 
Acho que para essa a senadora petista Ideli Salvatti já deu a pista. Mattoso ficou sabendo tão logo um assessor seu encontrou o extrato da conta que o caseiro deixou sobre a mesa
da CPI na qual depunha. Como teve que interromper o depoimento e sair correndo para a PF, Francenildo esqueceu o extrato tirado pelo seu advogado. Pressa dá nisso.
Palocci, é claro, ficou sabendo pelo clipping do Ministério da Fazenda, onde estava a notícia publicada pela Revista Época.
 


Escrito por Simão Pedro às 14h38
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Respostas que a Folha não publicou. Parte 2

Palocci5. Palloci, que recebeu os extratos, nega ter vazado os dados. Quem passou a cópia dos documentos à Revista Época?
 
Não houve qualquer vazamento. O que houve foi uma demonstração não contabilizada de extrato bancário, coisa que até pode ser crime segundo o Ministro da Justiça, mas que deve ser comum entre políticos brasileiros.
E só pode ter sido alguém da elite que passou o extrato para a revista. Talvez o presidente do Itaú ou do Bradesco, já que sendo banqueiros, devem entender bem de conta de poupança.
Mas não se descarta a possibilidade de ter sido o senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas. Ele poderia estar criando uma situação para depois barganhar sua absolvição na CPI dos Correios,  por caixa 2 que teria cometido na época [vejam a coincidência] em que foi candidato ao governo de Minas.
 
6. Por que Palocci freqüentava a "casa do lobby" em Brasília, segundo acusou o caseiro? Por que sempre negou suas idas ao local?
 
Ali funcionava uma ONG que ajuda caseiros desamparados e recepcionistas pobres. Palocci ia ali, com alguma freqüência, oferecer serviços médicos gratuitos, como voluntário. A idéia de Palocci ajudar como médico voluntário partiu de Tião Viana, seu colega de PT e médico como ele.  Tião sabia que algumas pessoas naquela casa tinham sérios problemas de garganta e queria ajudá-las, poupando as suas cordas vocais. Mas como é médico sanitarista, Tião não se considerava o mais adequado para o atendimento. Por isso sugeriu a Palocci a tarefa.
Com Palocci é muito tímido e modesto, jamais pretendeu que as pessoas soubessem desse seu lado humanitário. 
Palocci negava as idas para blindar o presidente e garantir a governabilidade.
É que deveria ter cuidado com o que fazia pois se Arthur Virgílio, senador pelo PSDB, soubesse das idas à casa, imediatamente espalharia que o ministro não dava expediente completo no Ministério da Fazenda, que saía para ajudar gente pobre quando deveria estar cuidando da saúde da economia brasileira.
Nesse caso, é claro, o tucano - que ainda não engoliu a derrota na última eleição - acabaria pedindo o impeachment de Lula alegando improbidade administrativa, já que o presidente
estaria deixando ministro ausentar-se do trabalho para fazer voluntariado.
 
Atenciosamente
 
Simão Pedro Marinho


Escrito por Simão Pedro às 14h36
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Esta também não saiu na Folha

Hélio Gilberto
 
Confesso que não sei a razão pela qual o bate-boca entre dois ministros de Lula, Hélio "Boçal" Costa e Gilberto "Vil", como se chamam mutuamente, causou tanto furor, provocou todo esse alvoroço.
Para um governo que há muito tempo abandonou a ética, perdeu a honradez e largou de lado todo o pudor, a essa altura perder a compostura  é o de menos.


Escrito por Simão Pedro às 14h26
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Dúvidas e certezas

Bertold Brecht

 

"De todas as coisas certas, a mais certa é a dúvida."

Bertold Brecht, dramaturgo e poeta alemão.



Escrito por Simão Pedro às 23h51
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Novo serviço da Caixa

Caixa

Dizem que a Caixa criou um novo serviço para todos os seus clientes, desde que não sejam do governo, aliados ou filiados ao PT:

Veja nas revistas ou jornais, ou ainda em um blog, o extrato de sua movimentação bancária.
Sem ir ao caixa, sem senhas, sem sigilo. E você nem precisa pedir.
É a Caixa facilitando sua vida.



Escrito por Simão Pedro às 12h34
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Ainda respira ...

Sexta passada, Folha de São Paulo, Angeli, fantástico.



Escrito por Simão Pedro às 12h29
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De vis, boçais e cínicos

jornalista Clóvis RossiClóvis Rossi [crossi@uol.com.br] na Folha de São Paulo, sexta-feira passada.

Se não existisse a oposição, o governo Lula já teria acabado há muito tempo. Os companheiros e neocompanheiros se matam entre eles e, no processo, revelam ao distinto público o caráter que eles próprios acham que o governo tem.
Para ficar só nas contendas mais recentes, há o affaire Antonio Palocci x Jorge Mattoso. O público só ficou sabendo detalhes quase completos do crime do governo contra o caseiro Francenildo graças à pendência entre eles. Um, ministro da Fazenda, o outro, presidente da Caixa Econômica Federal. Reúnem-se em pleno Palácio do Planalto, mas não discutem economia. Discutem um crime. Diz tudo a respeito do caráter de um governo. É claro que o presidente da República não sabia de nada, de novo. Também diz muito sobre o caráter do governo.
Mal as brasas começam a adormecer sobre mais esse crime do lulo-petismo, ficamos sabendo que o governo inclui um "empresário boçal", ainda por cima favorável ao monopólio, e um ministro "vil".
O "empresário boçal" seria o ministro das Comunicações, Hélio Costa, na versão vil, ops, na versão Gilberto Gil, que não teve o menor pejo de ler em público texto em que assim era qualificado seu, digamos, colega de gabinete. O "vil" é o Gil -ou o Gil é o "vil", sei lá-, na versão do "empresário boçal" em declarações aos jornalistas.
Com um ministério assim, o governo não precisa de oposição.
Só num governo assim é possível existir uma líder (no Senado) como Ideli Salvatti, que, sobre a violação do sigilo bancário do caseiro, teve o seguinte "insight": "Qualquer pessoa pode esquecer um extrato em algum lugar e alguém ler".
Poderia ter acrescentado que Francenildo teve o azar de "esquecer" seu extrato justamente na mesa da casa do ministro Palocci.
Cinismo, tudo bem. Já estamos habituados. Mas, pelo amor de Deus, com um mínimo de cérebro.



Escrito por Simão Pedro às 12h26
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O tédio mata nosso ensino

Paulo Ghiraldelli Jr."Um professor do ensino fundamental ganha , por mês , entre R$ 300 e R$ 800 nas escolas paulistas e paulistanas. Qualquer um que tenha um carrinho de cachorro-quente na frente da escola, não aprovado pela vigilância sanitária, ganha mais que isso.

A vida na escola é insuportável, no Brasil. O aluno adolescente ameaça fisicamente o professor. Se vier a se defender, o professor tem contra ele o juiz, o pai, o delegado, a mãe, o Conselho Tutelar do Menor e, enfim e mais decisivamente, a gangue à que o garoto pertence
."

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, em artigo especial publicado no jornal O Estado de São Paulo em 11.03.06.



Escrito por Simão Pedro às 10h09
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A nudez de Lula

Clóvis RossiDe Clóvis Rossi, na Folha de São Paulo, em 28 de março.

A demissão de Antonio Palocci deixa o conjunto da obra mais ou menos assim:
1 - Todas as idéias que Luiz Inácio Lula da Silva tinha a respeito do Brasil eram apenas "bravatas", jogadas na lata do lixo de sua história como presidente da Repúblicas.
2 - Todos os seus dois, digamos, primeiro-ministros, José Dirceu e Antonio Palocci, não resistiram a um grito de Roberto Jefferson ("sai daí, Zé, rapidinho") e a uma frase de um modesto caseiro, respectivamente.
3 - O nível de solidariedade do presidente para com seus homens de confiança é assustador. Assustador, digo, para quem supostamente tem a solidariedade. Dura apenas enquanto dura o uso que Lula possa fazer deles. Quando passam a atrapalhar a única coisa que realmente interessa ao presidente (o poder e, naturalmente, a sua manutenção), são decapitados e humilhados.
Pior: aceitam a humilhação.
4 - Não dá para acreditar que Palocci saiu por ter perdido "condições políticas" de permanecer no cargo. Saiu porque Lula avaliou que a permanência do ministro prejudicava suas chances reeleitorais. Só.
Rei nu5 - Ninguém, no governo ou no PT, nem sequer cochichou uma crítica à violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo e à transformação do acusado em perseguido. Ninguém. O que só prova, se ainda fosse necessário, a decomposição ética e moral do lulo-petismo.
6 - Para fechar a lista, o próprio presidente diz, em horário nobre dominical, que seu partido está "desmoralizado". Se o presidente de honra do PT, seu fundador e líder máximo, seu único candidato presidencial na história do partido, diz tal coisa, só uma anta seria capaz de dizer o contrário.
Em qualquer país do mundo em que se produzisse tal conjunção de fatos, todos diriam que o governo está desmoralizado.
Só no Brasil há o pudor ou o medo ao patrulhamento de dizer que o rei está nu. Obscenamente nu.

A imagem do rei nu é do blog Deixa-me.



Escrito por Simão Pedro às 08h49
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Veja revela detalhes de um crime

Capa da VejaA Revista Veja, na edição que circula a partir de hoje, traz matéria que revela detalhes da sórdida quebra do sigilo bancário do caseiro que desmentiu Palocci. O que se revela é como o governo, que estão nas mãos do presidente de honra de um partido que se julgava o único ético, o último reduto da honradez, se mobiliza para achacar uma testemunha e proteger a mentira.

"A partir do que foi apurado, é possível afirmar que:

Jorge Mattoso recebeu pessoalmente de Antonio Palocci a ordem para quebrar o sigilo do caseiro. No momento em que a determinação foi dada, Palocci ocupava uma sala no Palácio do Planalto, ao lado do gabinete do presidente Lula.

Ao chegar à residência de Palocci para entregar o documento exigido, Mattoso encontrou outros dois integrantes do governo: o assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, Marcelo Netto, e o secretário de Direito Econômico, Daniel Goldberg. Subordinado ao Ministério da Justiça, Goldberg é o braço-direito do ministro Márcio Thomaz Bastos.

O governo tentou convencer Jorge Mattoso e sua equipe na Caixa a assumir a total responsabilidade pela violação.

Na quinta-feira 23, Mattoso voltou à residência de Palocci. Lá encontrou o advogado Arnaldo Malheiros, amigo do ministro Márcio Thomaz Bastos. Surgiu então a mais desesperada e indecorosa das propostas. Durante a conversa, circulou a idéia de oferecer dinheiro vivo a algum funcionário da Caixa que se dispusesse a assumir a culpa pela quebra do sigilo. Os senhores presentes concordaram que por 1 milhão de reais poderiam comprar alguma consciência. Não se sabe se a proposta teve andamento prático.

O empresário Eurípedes Soares da Silva, o suposto pai biológico de Francenildo, também teve seus sigilos fiscal e bancário violados. "



Escrito por Simão Pedro às 08h18
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Carta não publicada pela Folha. Essa é sobre juízes. Melhor, sobre um determinado juiz.

Ministro Edson VidigalFico a pensar: um magistrado, ainda mesmo que sem o M maiúsculo, que publicamente se coloca como candidato ao governo de um estado, não deveria se declarar impedido de decidir em coisa que afeta um partido político, qualquer que seja ele?
 
O que assistimos hoje no Brasil é uma verdadeira ingerência entre poderes, coisa lamentável para um país que se pretende moderno e democrático.
 
[enviada em 18 de março de 2006]
 
Na foto, o minúsculo, digo, o ministro Édson Vidigal, presidente do Superior Tribunal de Justiça.


Escrito por Simão Pedro às 07h44
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Cartas à Folha de São Paulo

Outro dia fui fazer um concurso interno na PUC. Toda disciplina nova num currículo exige um concurso.
Fui candidato único e acabei aprovado [mas é exigida uma pontuação mínima. Assim, candidato único pode perder o concurso].
Eu em Paris, dezembro de 2005O interessante foi que o presidente da comissão examinadora [que, pelas normas da PUC, nunca é professor do curso ou departamento onde ocorre o concurso] disse que me conhecia há muito tempo pelas minhas cartas que a Folha de São Paulo publicou.
Ele, em julgando o professor e pesquisador, deveria estar vendo minhas publicações na área. 
Mas já conhecia o Simão Pedro, leitor inquieto, que ocupa com alguma freqüência espaços na Folha de São Paulo.
Uns dois ou três dias depois, encontrei um antigo colega - lecionamos juntos há uns 35 e tantos anos atrás-, ex-professor da UFMG que me disse que lê, na Folha, as minhas cartas de leitor. E comentou: "Pôxa, você escreve muito para a Folha".
E eu disse a ele que escrevia muito mais. E, é claro, a Folha não publica tudo o que envio. E nem poderia fazê-lo.
Aliás, nos últimos tempos, nem aquele e-mail padrão, acusando o recebimento da carta, a Folha me envia.
Envio novas cartas ... e nada.
Posso até imaginar que o meu e-mail está lá na lista de spam, por causa do monte de mensagem que envio.
O problema é que quanto mais raiva tenho de Lula e seus comparsas, mais escrevo. Essa é a forma que tenho para colocar para fora toda a raiva que se acumula por conta de um governo corrupto, desonesto, sem compostura e que tenta fazer de 170 milhões de brasileiros os 3 patetas.  
Acho que o Brasil, com tudo de ruim que já teve antes, nunca entrara numa fria tão grande.
É tanta m..... desse governo, que vira um monte de cartas.
E muitas cartas do mesmo remetente, eu, podem até ter levado a Folha, ou o Luiz Antonio Del Tedesco, responsável no jornal pelo Painel do Leitor, a classificar meu e-mail como spam.  
E já que a Folha parece que não quer saber das minhas cartas, resolvi colocar aqui no blog algumas enviadas e não publicadas ou sequer dadas como recebidas.
Depois darei o endereço do blog para os dois professores que na semana passada falaram das minhas cartas. Assim, se quiserem, poderão ver minhas inéditas, porque rejeitadas ou não recebidas, cartas à Folha de São Paulo.



Escrito por Simão Pedro às 07h43
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Mais uma que a Folha não publicou

O astronauta brasileiro - que coisa mais chique - deveria ir ao espaço em outubro próximo.
Souyz levando astronauta brasileiroO governo Lula fez gestões para que isso acontecesse antes.
Afinal, em 3 de outubro teremos a eleição para presidente e a propaganda em cima do evento deve ser feita antes.
Lula quer mostrar Que seu governo levou o Brasil onde nunca fôra antes; prato cheio para o marketing petista, sem dúvida.
E assim o brasileiro Marcos Pontes irá ao espaço na próxima quarta-feira.
Com o estouro do escândalo Palocci, a quebra ilegal de sigilo bancário de testemunha e tudo o mais que ocorreu nos últimos dias, fico propenso a acreditar que esse passeio do "nosso"
astronauta não permitirá a Lula faturar na sua pretendida propaganda, não lhe dará na mídia o espaço que até então imaginava.
Os escândalos, a desfaçatez, a violência contra direitos e a degradação ética, marcas do Governo Lula, deverão continuar ocupando manchetes que estariam reservadas para o nosso
viajante e para Lula faturar.
E só espero que, em outubro, os brasileiros mandem para o "espaço" Lula e seus comparsas.
 
[enviada em 26 de março de 2006]


Escrito por Simão Pedro às 07h32
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Outra que a Folha não publicou

Palocci e FrancenildoQualquer que seja a decisão de Lula, ele acabará mal no episódio Palocci/CEF x caseiro Francenildo Costa.
Se mandar Palocci e Jorge Mattoso embora, Lula estará assumindo - de público - os crimes cometidos por seus assessores, mais do que companheiros e aliados.
Estará cristalino, para qualquer um ver, que a podridão de fato mudou para o Palácio do Planalto em 2003.
Se tentar manter qualquer um e, principalmente, essa vergonhosa história, montada pela CEF e mantida por pessoas do governo e outros petistas, de que houve tão somente um "vazamento indevido" de informações confidenciais, ao invés de uma escandalosa quebra ilegal de sigilo bancário, Lula mostrará que seu governo é de fato o quem se mostrado: o da mentira deslavada, o das chicanas de toda ordem, o que mais afrontou normas de convivência democrática nos últimos anos.
Qualquer que seja a opção, Lula está lascado. Só resta esperar que o Brasil se safe.
 
[enviada em 26 de março de 2006]
 
Montagem sobre fotos de Pablo Valadares/AE, Mauricio Lima/AFP e Pedro Rubens, publicada na Veja de 29.03.2006


Escrito por Simão Pedro às 07h31
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